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Seu condomínio está preparado para o verão?

Saiba quais as manutenções necessárias para o período e os cuidados com a liberação das áreas comuns

Vem chegando o verão e, com ele, a liberação das áreas comuns dos condomínios após o período de restrições devido à pandemia de Covid-19. Com esse longo intervalo sem uso, é preciso estar atento a algumas manutenções necessárias, pensando na segurança dos condôminos e também na durabilidade dos equipamentos.

Piscinas, parquinho, churrasqueiras, salões de festas e jogos, elevadores, hall de entrada… lembre-se de pensar em todos os detalhes para que todos possam usufruir ao máximo o período com tranquilidade e sem preocupações.

Piscinas em dia

Quando pensamos no verão, a primeira coisa que vem à mente é aquela piscina gostosa para aproveitar. Se o seu condomínio conta com um bom atrativo como esse para os condôminos e você não realizou a manutenção no período de restrição de uso, agora é a hora!

Limpeza geral da piscina, com peneiração diária, aspiração a cada dois dias e escovação quinzenal; troca e reposição de cloro a cada dois dias, bem como a medição do pH da água semanalmente a fim de garantir sua durabilidade.

É importante verificar se as normas de uso estão atualizadas, com os horários permitidos, os trajes adequados, a necessidade de atestado médico ou a carteirinha de vacinação, além da permissão ou não do uso de terceiros. Ressalta-se que, no caso de unidades alugadas, os proprietários não têm direito ao uso das áreas comuns.

Mudou alguma coisa da última temporada para agora? Não esqueça de fazer a alteração no Regimento Interno, mediante aprovação em Assembleia — e de comunicá-las pelos canais do condomínio, como whatsapp, avisos em murais, entre outros.

E muita atenção com as crianças! Acidentes na região da piscina são frequentes por falta de cuidado: nada de crianças desacompanhadas, de correr no entorno, pular de cabeça ou entrar em piscina com maior profundidade sem saber nadar.

Crianças em condomínio? Veja alguns cuidados e segurança.

Outros espaços comuns

Essa é uma época que engloba as festas de fim de ano, por isso, a procura pelos salões e churrasqueiras tende a ser maior. Além do Natal e da virada de ano, tem amigo secreto, festa da empresa, confraternização com os amigos, celebração de formaturas e faculdades, motivos não faltam para reunir um pessoal, especialmente após o período em isolamento.

Cheque todos os salões, iluminação, equipamentos de uso, verifique se algo necessita de reparo ou substituição. Veja a situação das torneiras e descargas também. O salão dispõe de louça? Certifique-se de que está tudo em dia e pronto para uso.

Condomínios que já possuem as reservas de áreas comuns automatizadas não sofrem para gerenciar os pedidos: vale o que chega primeiro. Caso seu condomínio tenha regras específicas para reservas nestes períodos, como sorteios ou limitações, também vale organizar melhor as demandas e comunicá-las aos condôminos de maneira apropriada e com antecedência.

Hall de entrada e decoração

Todo mundo ama uma casa bem arrumada, não é mesmo? E num condomínio não é diferente! Esse é um período que os síndicos gostam de dar uma geral, principalmente na aparência, para aproveitar as festas e o verão sem pensar em obras e manutenções, garantindo paz e tranquilidade para quem também está de férias.

Precisa pintar ou trocar alguma coisa? Faça já. Junto, veja se as manutenções dos elevadores e extintores estão em dia. Ah, aproveite também para já separar a decoração de Natal.

Caso a obra seja muito grande e haja a possibilidade de postergar um pouco, deixe para realizá-la depois. Intervenções extensas podem se transformar em transtorno no período, devido à falta de mão de obra e dos incômodos na época de recesso.

Segurança

Temporadas, principalmente as de verão, tendem a esvaziar um pouco os condomínios das grandes cidades, pois as pessoas aproveitam para viajar e passar as festas em família. Com menos pessoas circulando, a segurança deve ser redobrada.

Revise todos os equipamentos relacionados, como portão eletrônico, câmeras de monitoramento e cercas elétricas. Para as unidades, relembre os condôminos de algumas questões sobre a segurança individual, como verificação do fechamento do gás e dos registros de água, assim como de janelas e de portas, entre outros.

Veja outras dicas para o período de férias aqui.

Vale também lembrar a todos sobre a atenção na vizinhança: se observar pessoas estranhas, comunique. E cautela também ao entrar e sair do condomínio, pois o período favorece os furtos e roubos. Reforce todas as medidas com os colaboradores igualmente.

Crianças e férias

Férias são sinônimo de crianças brincando no condomínio. Atente-se aos espaços destinados a eles, se estão com as manutenções em dia, como a segurança no parquinho, de acordo com as normas da ABNT.

Qualquer irregularidade deve ser imediatamente arrumada e, caso necessário, o local deve ficar inativo até que esteja totalmente seguro para uso. Denúncias de parquinhos fora das normas nacionais de segurança podem gerar multas para o condomínio, além da responsabilização do síndico.

E aí, seu condomínio está preparado para o verão? Corre que ele já está aí! E se precisar de alguma ajuda, conte com a Mineira para deixar seu condomínio pronto para o período!

 

Mercadinho: seu condomínio já conta com um?

Tipo de negócio tem sido cada vez mais frequente nos condomínios do país, agregando praticidade, comodidade e economia aos condôminos

Já pensou em contar com serviços de um supermercado dentro do seu condomínio? Essa ideia já existe em muitos locais do país, é fácil de ser implantada e deixou de ser exclusividade para os condomínios de luxo ou comerciais. Hoje, vamos falar mais sobre mercadinho em condomínio!

Vamos começar pela necessidade. Imagine que você esteja fazendo o jantar já de pijamas e percebe que faltou algum item da receita. Para ir ao mercado, precisaria trocar de roupa, em muitos casos tirar o carro da garagem, enfrentar fila, para retornar.

Com um mercadinho em condomínio, basta ir até o andar onde ele está instalado, buscar pelo produto, pagar e pronto.

Uma tendência mundial, os mercadinhos em condomínios também são conhecidos como honest market, ou mercado de honestidade, pois todo o processo de compra é feito na base da confiança: não há funcionários ou atendentes no local, o condômino vai, procura o que quer, pega e paga, normalmente por meio de aplicativo da empresa e sempre observado, de longe, pelas câmeras que monitoram o local.

Quero um mercadinho em condomínio: Por onde começar?

Primeiro, é preciso que o condomínio tenha interesse em ter um comércio dentro de sua propriedade. Leve esta possibilidade ao síndico ou ao conselho que administra seu condomínio e discutam os prós e os contras.

O síndico deverá orçar as empresas que prestem esse serviço – hoje em dia são inúmeras as opções – e escolher qual se adapta melhor às necessidades dos condôminos. Para se ter ideia, há empresas que fornecem as geladeiras e prateleiras de produtos, outras que montam um container caso haja espaço. Por isso, pesquisar é necessário.

Considere todas as possibilidades ao solicitar os orçamentos, sobre gastos com energia elétrica ou descontos para o Condomínio, pensando em oferecer as vantagens sem onerar o condomínio com o serviço.

A empresa, via de regra, também fornece toda a parte de segurança e câmeras. Ela fica responsável por fazer o monitoramento e o controle das mercadorias constantemente, verificando também a logística de reposição.

Feita a pesquisa, os orçamentos são apresentados em assembleia para os condôminos (além de esclarecer eventuais vantagens e desvantagens), para que seja feita a votação e a tomada de decisão do melhor negócio.

Com isso, vem também a escolha do local para implementar, que pode ser em qualquer área comum do condomínio, como no hall de entrada, próxima aos elevadores, junto do salão de festas, na garagem, ou em outro espaço disponível.

A decisão do local deve ser tomada de acordo com a escolha da empresa e do que ela oferece, para analisar se será preciso dispor de muito ou pouco espaço. O melhor formato é aquele que mais se adequa ao perfil dos condôminos e ao interesse do condomínio.

Mercadinho em condomínio: vale a pena?

Esse é um assunto que deve ser discutido em assembleia com os demais, mas, em um primeiro momento, os mercadinhos em condomínio têm sido muito bem aceitos e agradam aos condôminos, principalmente por apresentarem segurança, comodidade e praticidade.

Por conta da pandemia, a segurança em ter uma pequena variedade de produtos sem precisar enfrentar um grande mercado, principalmente em casos de urgências, é muito positiva. A comodidade também é considerada: não precisar pegar um carro ou se deslocar para comprar algo que faltou agrada muita gente.

A praticidade de poder escolher o produto, pagar e voltar para casa, sem necessidade de passar em caixa ou empacotar também é bem vista. E a segurança no pagamento é facilitada, já que tudo é feito online, sem necessidade de mexer em dinheiro, cartão ou qualquer outra moeda.

Muitas dessas empresas trabalham com aplicativos intuitivos, de fácil uso e acessibilidade. Se necessário, vale pedir uma palestra da empresa aos condôminos, mostrando o funcionamento do aplicativo, como realizar as compras e o que fazer em casos de erros, entre outros.

Ainda, em alguns casos, é possível ter uma contrapartida ao comprador, como créditos e cashback para uso no estabelecimento.

Para se pensar…

Em condomínios onde o espaço é um problema ou a taxa de inadimplência é muito alta, o síndico deve pensar muito bem antes de investir em um mercadinho em condomínio.

E aí, seu condomínio já conta com um mercadinho para chamar de seu? Compartilha como funciona (e se funciona) com a gente!

 

Boas práticas no grupo de WhatsApp do condomínio

Veja como fazer do aplicativo um aliado na comunicação entre os condôminos, otimizando comunicados e evitando discussões desnecessárias

Hoje em dia, o WhatsApp está incorporado à rotina da maior parte da população do país. Estima-se que 120 milhões de pessoas façam uso do aplicativo, que está presente em 99% dos celulares da população brasileira (dados do WhatsApp e do Panorama Mobile Time/Opinion Box de 2019 e 2020, respectivamente). Você sabe que é possível utilizá-lo na comunicação do condomínio?

Após um ano e meio de assembleias virtuais e menos comunicação presencial, a interação via WhatsApp nos condomínios se tornou mais comum. São grupos entre os membros do conselho, os colaboradores ou os condôminos, com um objetivo em comum: facilitar ainda mais a comunicação entre todos.

Mas, para isso, são necessárias algumas boas práticas nos grupos de WhatsApp do condomínio, para que ele não se torne um ambiente de discussões e desentendimentos, perdendo o seu propósito. É tudo que um síndico não precisa em sua administração!

Quer saber como fazer um bom comunicado no condomínio? Veja neste texto!

Dicas de boas práticas

Antes de mais nada, crie regras. O grupo é exclusivo para condôminos e os assuntos a serem tratados são todos relacionados ao local, às unidades e ao dia a dia. Alguns regramentos importantes em grupos de WhatsApp:

– Educação em primeiro lugar! Converse com os vizinhos como se estivesse falando de frente para ele.

– Proíba assuntos polêmicos – como futebol, política e religião -, além de palavras de baixo calão, ofensivas, pornográficas, preconceituosas ou desrespeitosas.

– O grupo é para tratar questões coletivas. No caso de assuntos mais pessoais aparecerem, peça para que sejam tratados de forma individual.

– Evite enviar imagens que não sejam relacionadas ao condomínio. Nada de “bom dia”, “boa tarde”, “boa noite”, “bom final de semana”, e por aí vai… Quer desejar algo à alguém? Faça isso pessoalmente!

– Estabeleça se é permitido anúncios de vendas de produtos ou serviços no grupo. Em caso positivo, oriente para que as negociações sejam realizadas de forma privada.

– Cuidado com boatos, notícias falsas e mensagens compartilhadas com frequência. Não seja você o tiozão da fake news!

– Lembre-se de que existem outros canais para reclamações, queixas ou intrigas, como o livro ou o próprio síndico. Evite polemizar no grupo. Se o problema for recorrente, leve ao síndico.

– Para tratar questões urgentes ou imediatas, converse com o síndico ou com o vizinho pessoalmente. Nem sempre as pessoas estão de olho nos grupos ao longo do dia.

– Não leve questões discutidas em assembleia para o grupo: grosserias, prestações de contas ou outras decisões devem ser tomadas em assembleia e finalizadas lá.

– Nem todos leem da forma como você gostaria de falar. Por isso, cuidado com as palavras e não esqueça de que uma interpretação errada pode trazer muitos prejuízos.

– Não utilize para comunicados oficiais, estes devem ser feitos na forma prevista na Convenção e Regimento Interno, o WhatsApp pode ser utilizado apenas como mais uma ferramenta para lembrar os condôminos, mas não o canal oficial.

É imprescindível que alguém monitore o grupo diariamente, seja o síndico ou alguém contratado para a função. É papel do síndico saber se comunicar com os condôminos e as falhas nessa área estão entre um dos principais erros no comando de um condomínio. Por isso, tente responder as possíveis dúvidas o quanto antes.

Em caso de infração às diretrizes do grupo, o condômino pode ser advertido ou excluído de participar.

Então não pode nada no grupo?

Calma. Não é bem assim. O grupo de WhatsApp do condomínio ajuda em diversas questões. Veja algumas delas:

– Alertas sobre problemas nas áreas comuns do condomínio.

– Divulgação de comunicados já enviados pelos meios oficiais e outros avisos não urgentes.

– Lembretes para assembleias ou outros eventos no condomínio. Salientando que a convocação para assembleia deve ocorrer da forma tradicional, servindo o grupo apenas como um lembrete.

– Aviso de ocorrências suspeitas no condomínio e na região.

– Disponibilização do calendário de reservas das áreas comuns, quando necessárias.

Fique atento

Dependendo do número de presentes no grupo, é inevitável que ele perca o foco, mesmo com as regras de participação. Por isso, é importante manter sempre reforçar as normas do grupo, evitando assim o acúmulo de conversas sobre assuntos aleatórios e a perda de temas importantes que podem passar despercebidos em meio a tantas outras mensagens.

E o mais importante: avalie a necessidade de criar um grupo de WhatsApp no seu condomínio. Apesar de o aplicativo existir e estar na mão de quase todos, nem sempre a criação no condomínio é relevante ou vai auxiliar na comunicação.

Essa análise é particular: cada condomínio tem suas características, tamanho, número de condôminos. Cabe ao síndico ou à administradora levantarem essa questão e viabilizarem, se necessário.

E aí no seu condomínio, tem um grupo de WhatsApp? Conta para nós se a comunicação funciona!

 

Condomínios podem exigir vacinas de moradores e colaboradores?

Passaporte da vacina já é obrigatório para acessar inúmeros estabelecimentos em variadas localidades do país e do mundo; decisão depende da legislação de cada estado

Um ano e sete meses após o início da pandemia da Covid-19, período em que boa parte dos lugares ficaram isolados e fechados, o mundo começa a voltar ao normal. Com a vacinação em andamento e boa parte da população já imunizada, a velha rotina tende a voltar à vida das pessoas após tanto tempo de reclusão.

Nos condomínios, as áreas comuns estão começando a reabrir, além da possibilidade de fazer reuniões e de utilizar as áreas comuns, como sala de jogos, academia ou piscina. A dúvida entre síndicos, condôminos e colaboradores é: pode o condomínio exigir a vacina das pessoas que habitam e frequentam constantemente o local?

Passaporte vacinal

Alguns estados brasileiros, como o Rio de Janeiro e São Paulo, e muitas cidades do mundo, como Nova York e Paris, adotaram o passaporte da vacina. Isso significa que, para entrar em estabelecimentos públicos e privados, a população é obrigada a manter a carteira vacinal em dia.

Porém, a decisão varia de acordo com a legislação de cada município: Curitiba, por exemplo, arquivou o projeto de um passaporte que permitiria a circulação de pessoas imunizadas fora do horário em caso de restrições impostas por decretos municipais.

A determinação pode ser alterada com a criação de novos projetos, por isso, estar de olho na legislação local é a principal recomendação.

Obrigatoriedade nos condomínios

Se nas cidades essas questões ainda estão em discussão, nos condomínios – espécies de minicidades – não seria diferente. Pode o condomínio cobrar a vacina ou restringir o acesso de pessoas não vacinadas a áreas comuns, como piscina, academia, salão de festas e jogos, churrasqueiras e quadras, entre outros?

O assunto é polêmico e atrai diferentes pensamentos. O primeiro é de que a vacinação é para um bem comunitário, a saúde coletiva, e, portanto, necessária; o segundo, de que viola a liberdade individual, sendo até interpretada como vacinação forçada.

No julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 6.586 e 6.587 e do Agravo em Recurso Extraordinário (ARE) 1.267.879, em dezembro de 2020, o ministro Ricardo Lewandowski afirmou:

“(I)A vacinação compulsória não significa vacinação forçada, porquanto facultada sempre a recusa do usuário, podendo, contudo, ser implementada por meio de medidas indiretas, as quais compreendem, dentre outras, a restrição ao exercício de certas atividades ou à frequência de determinados lugares, desde que previstas em lei, ou dela decorrentes, e (i) tenham como base evidências científicas e análises estratégicas pertinentes, (ii) venham acompanhadas de ampla informação sobre a eficácia, segurança e contraindicações dos imunizantes, (iii) respeitem a dignidade humana e os direitos fundamentais das pessoas, (iv) atendam aos critérios de razoabilidade e proporcionalidade, (v) sejam as vacinas distribuídas universal e gratuitamente; e (II) tais medidas, com as limitações acima expostas, podem ser implementadas tanto pela União como pelos Estados, Distrito Federal e Municípios, respeitadas as respectivas esferas de competência”.

Sendo assim, o condomínio tem a possibilidade e a autonomia de implementar, após aprovação em assembleia, um passaporte de vacinação ou regrar o uso das áreas comuns por meio de uma exigência de comprovante, pensando principalmente no bem da coletividade, que se sobrepõe ao interesse individual.

Lembrando que, de acordo com o Código Civil, é dever do condômino “IV – dar às suas partes a mesma destinação que tem a edificação, e não as utilizar de maneira prejudicial ao sossego, salubridade e segurança dos possuidores, ou aos bons costumes.”

Ao mesmo tempo, é direito do condômino se locomover pelo condomínio e ter acesso a suas partes, portanto, o impedimento não pode acontecer em locais como hall de entrada, elevador, corredores ou a garagem. Além disso, devem ser respeitadas também as exceções, como os casos de pessoas que tem contraindicação médica para vacinas.

Colaboradores informados e vacinados

A exigência de vacinação pode ser adotada em relação aos colaboradores e à equipe do condomínio?

Essa questão é bastante polêmica. O posicionamento majoritário dos tribunais e juristas é no sentido que é possível o empregador, no caso o Condomínio, exigir o comprovante de vacinação de seus empregados, seja para contratação ou manutenção de seus cargos, pois estaria dentro do poder diretivo do empregador, visando o interesse tanto do Condomínio quanto dos demais empregados, a fim de garantir um ambiente seguro. Não havendo a comprovação da vacinação, sem justificativa plausível, caberia demissão por justa causa.

Todavia, a recente Portaria nº 620 do Ministério do Trabalho e Previdência de 01 de novembro de 2021, determinou que empresas não podem exigir comprovante de vacinação contra Covid-19 para contratação e nem mesmo demitir por justa causa quem não comprovar a vacinação.

Essa medida, contudo, tem sido amplamente discutida pois contraria decisões da Justiça do Trabalho, do Supremo Tribunal Federal e também orientações do Ministério Público do Trabalho.

Advogados especialistas entendem que a portaria não tem força de lei e que é inconstitucional.

Não existe ainda uma lei específica sobre a exigência de vacinação, razão pela qual, no atual momento, cabe a cada Condomínio analisar os riscos de exigir ou não a vacinação e tomar as decisões que melhor entender para garantir um ambiente seguro para seus condôminos e colaboradores.

Acima de tudo é importante que o Condomínio faça Divulgações e informativos sobre a importância da vacinação – independentemente de qual vacina ou tipo de doença – gerando uma maior atenção e comprometimento de todos com a saúde coletiva, além de ser importante falar sobre as condutas adotadas pelo condomínio sobre o assunto.

Necessário registrar

Caso o condomínio opte pela exigência de um comprovante de vacinação para as áreas comuns, é preciso que essa decisão seja devidamente aprovada pela maioria dos condôminos e registrada de forma clara.

Para isso, uma assembleia deve ser convocada para obter a aprovação da maioria dos presentes. Somente dessa forma, a medida pode ser implementada no Condomínio.

Saiba mais sobre como fazer ou alterar a Convenção do Condomínio neste texto

Qual a sua opinião sobre o assunto? O condomínio pode e deve ou não impor um comprovante de vacinação para acesso às áreas comuns? Compartilhe com a gente a sua opinião!

Tecnologia a serviço da segurança nos condomínios

Uso de tecnologias para a segurança dos condomínios demonstra zelo e traz inúmeros benefícios para todos

Um dos motivos que atrai as pessoas aos condomínios está relacionado à segurança, principalmente quando comparado às residências de rua. Os condomínios, via de regra, são mais seguros, pois, além de contar com um controle do fluxo de pessoas através da portaria, muitas vezes, têm o adicional da tecnologia e de equipamentos que ajudam a garantir a tranquilidade dos que lá habitam.

Evitar a invasão, roubo e furto dentro do condomínio é uma das maiores preocupações de quem os administra. Nos dias atuais, em que a bandidagem está cada vez mais à frente nos planejamentos de atividades ilícitas, estar atento à segurança é mais do que obrigação.

A segurança também permite o monitoramento de áreas comuns, registrando a forma de uso de equipamentos em áreas controladas, como academia e lavanderia, ou o acompanhamento de outros ambientes, caso da garagem, corredores e elevadores.

Uso da tecnologia nos condomínios

Existem diversos dispositivos tecnológicos que podem auxiliar na segurança dos condomínios, como o uso de câmeras, sistemas de alarmes, portões eletrônicos, portarias remotas, entre outros.

Vamos abordar algumas opções para que você pense se vale a pena implantar em seu condomínio.

Câmeras de monitoramento

Montar um esquema de segurança nos condomínios com a tecnologia que temos disponível hoje em dia não é difícil. É possível pensar de acordo com o porte do condomínio e a quantidade de pessoas que transitam diariamente.

Para quem vai começar do zero, um circuito de câmeras de monitoramento é bastante útil, independentemente se o condomínio é pequeno, médio ou grande. É preciso que o sistema esteja conectado à internet, registre os movimentos e os salve por um tempo determinado, para que possa ser utilizado posteriormente, quando necessário.

Pense em locais estratégicos para colocar os equipamentos: nas entradas, elevadores, garagem, no acesso das áreas comuns e corredores.

É importante estar atento às leis que garantem a privacidade e a intimidade dos condôminos para que não seja violada, podendo gerar ações judiciais contra o condomínio no caso de assédio e invasão de privacidade. Esteja ciente do que pode e do que não pode, bem como das pessoas que têm permissão para assistir às gravações.

Falamos mais sobre a segurança x privacidade neste texto, confira.

Acesso controlado

Que tal controlar mais o acesso ao condomínio e às áreas comuns? Entrada por tags, digitais e outras formas individualizadas e personalizadas trazem mais segurança ao condomínio e a quem faz uso das áreas coletivas.

As entradas acessadas por digitais na academia e na lavanderia, por exemplo, além de evitar que qualquer pessoa sem autorização use a sala, registra o condômino que a utilizou, garantindo a identificação de qualquer problema relacionado à quebra de equipamentos ou outras situações.

Para implantar, é preciso realizar um cadastro biométrico com cada condômino, garantindo que todos possam ter acesso ao local quando necessário.

Alarmes de acesso

Usado principalmente em condomínios de menor porte e com menos circulação de pessoas, os alarmes de acesso também ajudam a dar mais segurança aos condôminos. Ativados a cada entrada/saída pelo próprio condômino, o alarme alerta aos demais condôminos caso algum estranho adentre.

No início, é mais complexo para se acostumar, pois alguns condôminos esquecem de ativá-lo ou desarmá-lo ao entrar, e os disparos acidentais podem ocorrer. Mas, com o tempo, o processo torna-se natural e automático, incorporando-se à rotina de todos.

Esse mesmo tipo de alarme também pode ser instalado no acesso a áreas restritas, como guarda-corpo de algumas edificações ou salas cuja circulação é proibida. Também é possível configurá-los para que emitam os alarmes sonoros apenas se a porta permanecer aberta por algum tempo ou outros ajustes.

Outra possibilidade na linha dos alarmes são as cercas elétricas com proteção perimetral, que podem ser utilizadas alinhadas ao disparo de alarme. Esse alerta sinaliza o trânsito de possíveis invasores.

Portaria remota

Implantar uma portaria remota no condomínio também é uma possibilidade de segurança, pois o acesso se dá com tags individuais, redução dos custos com colaboradores e mais autonomia aos condôminos. Veja mais sobre as portarias remotas neste texto aqui.

São variadas as formas de contar com a tecnologia na segurança do condomínio. Além destas citadas acima, existem drones vigilantes, botão de pânico (que pode ser utilizado não só em caso de invasão e assalto, mas também se alguém passar mal, se acidentar e até em situações de violência doméstica), interfone virtual.

Para determinar o tipo de tecnologia necessária, é preciso analisar as necessidades do condomínio e adaptá-las para o seu mundo, facilitando para quem habita e também para quem administra! Conheça outras formas de tornar o seu condomínio ainda mais seguro e conte sempre com a Mineira para todas as questões condominiais.

 

Como lidar com temas polêmicos no condomínio?

É preciso estar preparado para enfrentar assuntos que geram discussões nos condomínios, principalmente quando se tratam de temas considerados crimes perante a lei 

Homofobia, racismo e até implicância com a vestimenta do outro são alguns dos motivos para brigas e discussões nos condomínios. Não raro, pessoas recebem cartinhas e avisos enviados pelos próprios vizinhos com opiniões, xingamentos e comentários desrespeitosos.

Uma pesquisa do Instituto Datafolha mostrou, em 2019, que os últimos anos registraram um aumento no número de brasileiros que se declararam vítimas de algum tipo de preconceito. Religião, gênero, raça e orientação sexual estão entre os motivos citados no relatório.

Tratar de conflitos do dia a dia no condomínio, como desentendimentos sobre barulho, pets, uso de garagens e outros assuntos corriqueiros já não é muito tranquilo e exige controle do síndico. Quando se trata de temas mais polêmicos, que muitas vezes são considerados crimes, o clima tende a ficar ainda mais tenso.

Casos atuais

Recentemente, o morador de um condomínio em Curitiba recebeu uma carta na sua porta com os dizeres “o lugar de vocês não é aqui”, insinuando uma insatisfação pelo fato de os moradores serem um casal homoafetivo.

O casal registrou boletim de ocorrência e comunicou o síndico do condomínio, que não conseguiu identificar o autor da correspondência entre as mais de 400 unidades.

Também no Paraná, na cidade de Maringá (a 420 quilômetros da capital), uma moradora foi surpreendida com um bilhete pedindo para que ela tivesse mais pudor ao se vestir. A jovem também fez boletim de ocorrência e recebeu apoio do síndico, que notificou todos os condôminos sobre o ocorrido, a fim de identificar o autor da carta.

Mas o que mais um condomínio pode fazer em situações como essas?

Respaldo da lei

Existem diversas leis que abordam esses assuntos. No Código Penal, por exemplo, destaque para o artigo 140, que estabelece além da pena de multa, também pena de reclusão em caso de injúria, com ofensas à dignidade ou ao decoro, que podem variar de um mês a três anos conforme for o caso. Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência, a lei define pena de reclusão de três anos e multa.

Já a Lei 7.716 (Lei Antirracismo) diz que “serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”. Segundo a Constituição Federal, art. 5º, inciso XLII “a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.”

Como o condomínio pode prevenir e ajudar?

Em primeiro lugar, tenha atenção em relação às leis. Se possível, deixe impresso em um mural de recados do condomínio ou em áreas de grande trânsito de pessoas. Instruir não faz mal a ninguém!

Empatia também é essencial. Seja você parte da comunidade ofendida ou não, coloque-se sempre no lugar das pessoas para tomar as melhores decisões estando de fora. Escute, leia, embase-se e pense antes de tomar qualquer atitude.

Saiba separar as relações. O síndico pode ser amigo ou ter uma boa relação com a parte que ofendeu ou com a ofendida, mesmo assim, ele deve agir profissionalmente, sempre. Amigos, amigos, ofensas à parte!

Esteja atento! Casos de preconceito com colaboradores acontecem muito e, assim como entre condôminos, não podem ser permitidos de forma alguma. Da mesma forma como o síndico ouve os moradores do condomínio, deve ouvir também todos os colaboradores.

É papel do síndico remediar essas situações. Sempre se mantenha informado quanto às reclamações dos condôminos e utilize a legislação como argumento, além do direito de que todos podem e devem (con)viver sem incômodos.

Evite discussões e argumentações com o agressor: dificilmente a pessoa irá entender ou perceber que está tendo uma atitude errada. Usar as vias legais e estabelecidas nos documentos que regem o condomínio é o caminho mais simples.

Qual o papel do condomínio?

Muitos desses casos acontecem no anonimato e quem o fez não é identificado, ficando sem nenhuma punição. Sendo assim, cabe ao condomínio, representado pelo síndico, ir atrás dos autores, seja analisando as câmeras de segurança, tentando buscar alguma reclamação que possa justificar o ato ou dando total apoio à investigação conduzida pela polícia.

Qualquer ataque motivado por menções preconceituosas deve ser tratado com seriedade, levando a tomada de todas as devidas providências cabíveis. Advertências, multas e o que determinar o Regimento Interno e a Convenção do Condomínio devem ser aplicadas.

Em casos de violência física doméstica, é necessário acionar as autoridades e solicitar apoio policial. A vítima poderá fazer isso sozinha após qualquer tipo de ataque, seja ele físico ou verbal, mas, se a situação sair do controle, o ideal é que o síndico (ou qualquer outra pessoa do condomínio) tome uma atitude o quanto antes.

Quando não se conhece o temperamento de todos os envolvidos, é melhor não esperar para que o pior aconteça.

Expulsão do condomínio

Muitos condomínios buscam soluções para relações antissociais e condôminos que não cumpram seus deveres, conforme estabelecido pela Convenção, e ainda desrespeitam as leis. Quando as multas não são mais suficientes, entra a ação da Justiça para que providências sejam tomadas, mesmo que mais drásticas.

Consulte o conselho do condomínio, leve o assunto à pauta (com a devida orientação legal sobre o tema) e, se necessário, encaminhe a situação para as medidas judiciais visando uma solução favorável para o condomínio.

Discriminação x liberdade de expressão

Preconceito não pode ser considerado opinião. A liberdade de expressão acaba quando ofende, ataca ou discrimina alguém. Não permita ataques racistas, homofóbicos, preconceituosos, discriminatórios ou ofensivos no condomínio.

 

Um síndico pode perder o seu mandato?

Irregularidades, falta de prestação de contas e transparência estão entre os motivos que levam os síndicos a perderem seus mandatos; saiba o que fazer para não correr este risco

Parece uma tarefa fácil, mas é mais complexa do que muitos imaginam: ser síndico de um condomínio exige muita capacidade, organização e disponibilidade para lidar com os problemas do Condomínio. E você sabia que um síndico pode perder o seu mandato de forma rápida? Basta cometer irregularidades!

Os mandatos de síndico, via de regra, duram dois anos, normalmente estabelecidos na convenção de condomínio. Durante este período, é o síndico o responsável legal pelo condomínio e cabe a ele gerenciar – com ou sem o apoio de uma administradora – todos os acontecimentos.

Quais são as principais atividades do síndico?

Qual o papel do síndico no condomínio? São muitas as atividades que compete ao síndico realizar com maestria.

Ninguém é perfeito, mas para o trabalho de síndico de um condomínio é preciso muito alinhamento com os afazeres, cuidados com os prazos, bom relacionamento e se mostrar disponível para atender aos condôminos, aos colaboradores e a quem precisar.

O artigo 1.348 do Código Civil estabelece quais são as competências do síndico:

  • Convocar a assembleia dos condôminos;
  • Representar, ativa e passivamente, o condomínio;
  • Comunicar imediatamente a existência de procedimentos judiciais ou administrativos de interesse do condomínio;
  • Dar cumprimento à convenção coletiva, ao regimento interno e às decisões tomadas em assembleia;
  • Diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns e zelar pela prestação de serviços;
  • Elaborar orçamento de receita e despesa anual do condomínio;
  • Cobrar dos condôminos as taxas de condomínio mensais, assim como multas devidas;
  • Prestar contas à assembleia e quando houver exigência de condômino;
  • Contratar o seguro para a edificação;

E ficar atento para não cometer possíveis erros.

Listamos aqui alguns dos equívocos mais cometidos pelos síndicos, como desconhecer as normas do condomínio, deixar de prestar contas ou desrespeitar as regras de convocação de assembleia, entre outros.

Um síndico pode perder o seu mandato?

O artigo 1.349 do Código Civil é claro ao estabelecer que: “A assembleia, especialmente convocada para o fim estabelecido no § 2o do artigo antecedente, poderá, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, destituir o síndico que praticar irregularidades, não prestar contas, ou não administrar convenientemente o condomínio”.

Sendo assim: sim, um síndico pode perder o seu mandato. E isso pode ser feito por meio dos próprios condôminos que mostrarem insatisfação com a gestão e aprovarem em assembleia.

Destituir um síndico por má gestão é um direito dos condôminos. Mas, como o condomínio é também um exercício de democracia, é preciso que mais pessoas concordem com a falta de transparência do síndico para poder retirá-lo do cargo.

Portanto, desavenças e problemas particulares não são motivos para pedir sua saída. Há necessidade de que o síndico não cumpra com as suas obrigações previstas em lei e que isso seja discutido e aprovado por maioria em assembleia especialmente convocada para este fim.

Como proceder para tirar um síndico do poder?

As assembleias extraordinárias podem ser convocadas pelos condôminos. Para isto, é necessário coletar a assinatura de, pelo menos, 25% (um quarto) dos condôminos para que ela possa sair do papel.

Feito isso, é convocada a assembleia com o objetivo principal de esclarecer os fatos mencionados. Lembrando que, para a reunião ser válida, é imprescindível que todos os condôminos, independentemente de terem assinado ou não para a solicitação da realização da assembleia, estejam cientes do seu acontecimento — portanto, esteja atento às regras necessárias para uma convocação adequada.

Neste encontro, o síndico também pode — e deve — apresentar a sua versão sobre a gestão do condomínio, os apontamentos e os esclarecimentos relacionados aos fatos que levaram à realização da assembleia extraordinária. Para que a destituição de fato aconteça, é preciso obter maioria absoluta dos votos presentes, isto é, 50% mais 1.

Síndico destituído, quem assume o cargo?

Subsíndico, nova eleição, uma administradora?

O momento é ideal para avaliar qual a melhor opção para substituir o síndico destituído, de acordo com as necessidades do condomínio. Antes de mais nada, porém, é preciso observar o que consta na convenção do condomínio, pois é o que prevalece inicialmente.

Ser síndico é difícil, mas pode ser muito prazeroso e gratificante. Tenha sempre em mente suas tarefas, mantenha as prestações de contas mensais atualizadas, regularize e organize todas as documentações do condomínio, mantenha uma boa relação com todos e, se preciso, conte com a ajuda de uma administradora de condomínios.

A Mineira tem mais de 40 anos de experiência na administração de condomínios em Curitiba, e é a única certificada da cidade com o ISO 9001.

 

Como fazer um bom comunicado no condomínio

Saber se comunicar com os condôminos e com os colaboradores é essencial para uma boa gestão condominial; veja algumas dicas

Comunicar bem e se fazer entender é primordial para quem quer se posicionar em um cargo de gestão. É preciso saber passar as ideias com clareza, sem enrolação ou dupla interpretação. Quanto mais direto, melhor. No caso de um síndico, fazer bons comunicados no condomínio só traz benefícios e melhorias nas relações.

Afinal, é o síndico quem responde pelo condomínio: convocação de assembleia, elaboração dos orçamentos, prestação de contas, realização de contratações, entre outros. Não saber se comunicar está entre os principais erros do síndico, devido a sua tamanha responsabilidade.

Para saber se está fazendo um comunicado assertivo e eficiente no condomínio, basta ver o quanto os condôminos e colaboradores entendem e respondem pelos seus avisos. Ter respostas – tanto no dia a dia quanto nas assembleias – é um excelente medidor para saber se está no caminho certo.

Perguntas a se fazer

Será que as pessoas leram o comunicado? Será que entenderam? Quanto tempo preciso deixar esta pauta em voga? Ou com qual recorrência preciso repeti-la? São muitas as questões a se fazer (e responder) neste caso. E as respostas só virão com as ações.

A melhor forma de saber se está fazendo comunicados eficientes no condomínio é perguntando aos próprios condôminos. Questione seu público ao cruzar com ele, pergunte aos seus colaboradores e peça sugestões de como pode melhorar.

No meio digital, existem plataformas que permitem acompanhar quantos e-mail/mensagens foram abertos, quanto tempo as pessoas permaneceram nelas, entre outros parâmetros. Essas informações também auxiliam o síndico a interpretar como as pessoas recebem os comunicados.

Fale nos canais certos

Comunicado no mural? Por Whatsapp? Pelo livro de ocorrências? Definir os canais certos e formais para cada tipo de comunicado é o primeiro passo. Assim, você direciona cada canal ou plataforma para determinado tipo de comunicação.

A Convenção do Condomínio ou o Regimento Interno podem estabelecer os canais competentes para cada tipo de informação e eles devem ser respeitados. Os demais canais informais, como grupos de WhatsApp ou outros canais não estabelecidos nas regras do Condomínio são válidos apenas para relembrar os condôminos. Contudo, se não existe previsão nas regras do Condomínio, é importante que os condôminos saibam quais canais de comunicação serão normalmente utilizados para que não haja mal entendido.

Por exemplo, você não deve enviar um comunicado de urgência no grupo de WhatsApp, pois as chances de ele se perder em meio a tantas mensagens são inúmeras. Veja outros exemplos de canais e comunicados neste texto.

Tem falhas? Arrume o quanto antes

Percebeu que nem todos estão tendo acesso aos seus comunicados? Ou que os condôminos não estão entendendo o que você quer dizer? Melhore este ponto o mais rápido possível.

Certifique-se de que os comunicados importantes estão visíveis, em locais de grande passagem e disponíveis nos meios eletrônicos também, afinal, tecnologia é tendência nos condomínios — e permite o seu rastreio, como mencionamos anteriormente.

Determine também o que você, como síndico, pode fazer para melhorar na comunicação com os condôminos e colaboradores. Na maior parte das situações, o síndico também é um condômino, então cabe se colocar no lugar dos demais para ver se tudo está compreensível.

Aqui você pode ver outras dicas de comunicação no condomínio.

Temas de destaque

Separamos alguns exemplos de assuntos que merecem um comunicado de destaque, principalmente se os temas não estiverem na Convenção do Condomínio ou no Regimento Interno.

Coronavírus/preocupações sanitárias: temática mais presente na nossa vida nos últimos meses. Os cuidados e as recomendações quanto ao vírus e à sua disseminação ainda devem ter evidência, principalmente em condomínios com grande circulação de pessoas. Apesar do avanço da vacinação, ainda há um longo caminho a ser percorrido.

Airbnb e locações de curta duração: assunto polêmico, mas que precisa estar em pauta nos condomínios, principalmente se houver atualização quanto à permissão ou à proibição das locações.

Coleta de lixo: de interesse geral, deve-se deixar bem à mostra os dias e horários de coleta seletiva (caso haja na sua região) e incentivar os condôminos e colaboradores sobre o assunto, estimulando a separação e os cuidados com o condomínio e o ambiente.

Eleições e assembleias extraordinárias: pauta que deve estar bem exposta, com data, hora e local em destaque, para conhecimento de todos — enviada dentro dos prazos estabelecidos em regimento. O ideal é utilizar uma plataforma que possibilite às pessoas confirmarem o recebimento e ciência.

– Dedetização e limpezas externas: não pegue ninguém desprevenido. Comunique o quanto antes sobre limpezas e dedetizações, orientando a fechar as janelas para não passar nenhum constrangimento ou receber visitinhas indesejadas.

Corte de água: Com o racionamento e os rodízios de água constantes, é importante deixar os condôminos cientes das datas em que terá ou não fornecimento de água. E orientar sempre o consumo consciente, tanto nas unidades como nas áreas comuns.

Seu síndico sabe fazer um bom comunicado aos condôminos e a comunicação está em dia? Conta para a gente o que é feito em seu condomínio!

 

Proprietários podem utilizar áreas comuns quando o imóvel estiver locado?

Dúvida é muito frequente entre locatários, proprietários e síndico; veja o que a lei diz a respeito do assunto

Condomínios têm suas vantagens e uma das principais é a diversidade de atrativos distribuídos pelas áreas comuns. Não são em todos, mas os condomínios mais completos contam com piscina, churrasqueira, salão de festas, jogos, espaço gourmet, playground, academia, quadras, entre tantas outras opções de lazer e entretenimento.

Os espaços são ótimos para condôminos aproveitarem os momentos com a família e os amigos. Mas e nos casos em que a unidade está locada, quem tem direito ao uso? O locatário, o proprietário ou os dois?

Os argumentos são referentes ao direito de propriedade, já que o detentor de uma unidade no condomínio tem livre acesso às áreas comuns e ao seu uso. O mesmo raciocínio cabe ao locatário, que é quem reside no local no momento. Por outro lado, há o síndico, representante legal do condomínio, que precisa gerir e limitar este uso.

Imagine um final de semana ensolarado no período das férias escolares. Condôminos querendo aproveitar a piscina e brincar com as crianças. E se esse número de usuários for dobrado, com a presença de proprietários e locatários ao mesmo tempo? Uma grande balbúrdia, não é mesmo?

Como agir?

Em primeiro lugar, é preciso ver o que diz a Convenção do Condomínio e o Regimento Interno sobre o assunto, afinal, essas são as cartilhas que regem o condomínio. O ideal é que nestes documentos já tenham artigos relacionados ao assunto, para evitar dores de cabeça e garantir o respaldo documental.

O síndico também deve ter muita diplomacia e jogo de cintura para lidar com questões relacionadas ao assunto, tendo em vista que é normal que todos os envolvidos se sintam no direito de uso, caso não tenha nada explícito nos regimentos.

Mas o que diz a lei?

Selecionamos alguns trechos do Código Civil e da Lei do Inquilinato que tratam sobre os direitos em condomínios para mostrar o que está escrito na lei.

O Código Civil, no artigo 1228, deixa claro que o “proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa”.

O artigo 1339, também do Código Civil, estabelece que: “Os direitos de cada condômino às partes comuns são inseparáveis de sua propriedade exclusiva; são também inseparáveis das frações ideais correspondentes às unidades imobiliárias, com as suas partes acessórias.

  • 1º Nos casos deste artigo é proibido alienar ou gravar os bens em separado.
  • 2º É permitido ao condômino alienar parte acessória de sua unidade imobiliária a outro condômino, só podendo fazê-lo a terceiro se essa faculdade constar do ato constitutivo do condomínio, e se a ela não se opuser a respectiva assembleia geral”.

Em relação à locação, o artigo 565 da Lei 8.2245/91 (Lei do Inquilinato) informa que “na locação de coisas, uma das partes se obriga a ceder à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de coisa não fungível, mediante certa retribuição”.

A referida Lei em seu artigo 22, determina ainda que o locador é obrigado a:

I – entregar ao locatário o imóvel alugado em estado de servir ao uso a que se destina;

II – garantir, durante o tempo da locação, o uso pacífico do imóvel locado;

III – manter, durante a locação, a forma e o destino do imóvel;

Portanto, fica claro que no momento em que existe a locação do imóvel, o proprietário cede ao locador seus direitos de uso e gozo por tempo determinado – período vigente da locação do imóvel estipulado em contrato, do imóvel.

Considerando que o direito de cada condômino às partes comuns é inseparável da propriedade exclusiva, conclui-se que estando o imóvel locado, o proprietário transfere seus direitos de uso, tanto da áreas privativas quanto das áreas comuns ao locatário.

Com isso, não é possível permitir o uso do proprietário às áreas comuns do condomínio enquanto a unidade estiver locada.

Como controlar?

Essa é uma tarefa mais complexa, tendo em vista que nem sempre o síndico tem ciência de quem está morando no imóvel e a que título.

Cabe ao síndico as medidas para zelar pelo cumprimento das regras e pela coletividade do condomínio, exigindo igual cumprimento de direitos e deveres de todos. Cabe também, e especialmente, a cada um dos condôminos manter a administração do Condomínio sempre informada e atualizada quanto a utilização das unidades, se está desocupada, se está locada, se foi vendida, etc. Um cadastro sempre atualizado dos proprietários e ocupantes do imóvel ajuda muito na organização do Condomínio e, principalmente, garante a segurança de todos.

O uso de catracas, carteirinhas ou tags de acesso pode ajudar a limitar a entrada de pessoas não autorizadas. Controle com reservas e registro em livros também auxiliam no uso de espaços que demandam reserva.

Se não existe previsão na Convenção ou Regimento quanto ao uso das áreas comuns por proprietários em caso de locação, se for do interesse do Condomínio, é possível convocar uma assembleia para levar o assunto à votação e à discussão dos demais condôminos. Todavia, não havendo previsão expressa nas regras do Condomínio, o síndico poderá esclarecer ao proprietário que a utilização das áreas comuns cabe a quem estiver utilizando a unidade, conforme estabelece o Código Civil.

É importante também constar nas regras do Condomínio quais as punições cabíveis no caso do uso do proprietário das áreas comuns enquanto a unidade estiver locada, seja ela advertência, notificação ou multa.

Viver em condomínio pode parecer complicado, mas com ordem e boa gestão, a convivência tende a ser harmônica e tranquila. Seu condomínio se preocupa com essas coisas? Conta para a gente!

 

Crianças em condomínios: cuidados e segurança

Supervisão com os pequenos pelos responsáveis em áreas comuns deve ser constante para evitar problemas

Julho é um mês com muitas crianças no condomínio devido às férias escolares, especialmente no momento da pandemia, quando se fica mais em casa ou circulando pelas áreas comuns. Por isso, redobrar os cuidados e a segurança em relação a elas é imprescindível para evitar acidentes e transtornos.

Alguns cuidados são de responsabilidade do condomínio, como a manutenção do playground e de todas as áreas destinadas aos pequenos (e aos adultos também). Mas nem toda a obrigação deve recair sobre o condomínio: os pais e responsáveis também precisam ficar sempre de olho.

Morar em condomínio exige respeito para que a convivência seja tranquila. E isso serve para as crianças. Discussões e brigas acontecem, mas o ideal é que não haja falta de respeito e que sejam resolvidas com maturidade e bom senso.

Cuidados a tomar

Uma das maiores preocupações em um condomínio com crianças e com as manutenções em dia é em relação a quem as supervisiona. Nem sempre os pais estão juntos – muitos até veem no condomínio uma opção segura para deixar as crianças sozinhas sem problemas com assaltos ou trânsito – , mas crianças com menos de 10 anos não devem andar pelo condomínio sozinhas.

Tampouco é função dos porteiros e colaboradores do condomínio que tomem conta das crianças. Salvo aqueles com recreadores contratados para a função, nenhum outro colaborador tem essa responsabilidade. Igualmente, é importante instruir as crianças para não atrapalharem o trabalho dos colaboradores do condomínio, de forma alguma.

Por isso, é de responsabilidade dos pais que orientem as crianças a não andarem sozinhas, a não brincarem em escadas, elevadores e áreas com passagens de veículos. O condomínio pode proibir a permanência de crianças sem supervisão em algumas áreas, como piscina e playground, por exemplo, por meio de placas informativas e do Regimento Interno.

Incômodos e barulho

É função do zelador ou do próprio síndico chamar a atenção das crianças em caso de algazarras, sempre educadamente e com respeito, claro. Caso a situação continue, é possível registrar a reclamação aos responsáveis e relatar o problema. É preciso lembrá-los que o condomínio é um local compartilhado e que há regras e limites a serem respeitados.

Se o barulho vier de dentro das unidades, vale orientar os pais e os responsáveis a colocarem tapetes emborrachados para diminuir os atritos e barulhos, caso a unidade não tenha carpet e tapetes.

Todos os condomínios têm (ou deveriam ter) as normas referentes aos horários de silêncio e quando é permitido barulho. Portanto, respeitar essa determinação é lei, passível de notificação e até mesmo multa (em caso de reincidência após notificação). Mesmo com o regulamento, bom senso e coletividade não fazem mal a ninguém!

E na falta das áreas de lazer, o que fazer?

Brincar faz parte da natureza de qualquer criança: elas precisam gastar energia e extravasar. Mas o que fazer quando no condomínio não tem nenhuma área própria para tal?

Veja se existe alguma área inativada ou sem uso que possa ser aproveitada para o uso das crianças, como montar uma brinquedoteca, por exemplo. Áreas do entorno do condomínio – que não atrapalhem a passagem – também são boas opções.

Alguns condomínios que só possuem salão de festas podem disponibilizá-los para o lazer das crianças durante os períodos sem reserva. Para isso, é preciso estabelecer regras e obter a aprovação dos demais condôminos em assembleia.

Estimule o brincar

Período de férias é para brincar. E o condomínio pode colaborar com os pais para driblar a permanência das crianças em casa. Incentivar alguns jogos, como os de tabuleiro, que normalmente são jogados em grandes grupos, ou quebra-cabeças para os menores, já é um atrativo.

Criar uma pequena biblioteca, com a colaboração de todos os condôminos, também distrai as crianças, incentiva o empréstimo e o hábito da leitura. Além disso, quando eles participam da organização, eles se sentem parte do projeto e o sucesso é ainda maior.

Caso o condomínio tenha recreador ou consiga contratar um específico para o período, jogos que instiguem a criatividade são ótimos para crianças, como adivinhações e o tradicional “stop”.

Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

O ECA tem como objetivo proteger as crianças e os adolescentes, até seus 18 anos – e em alguns casos, 21. De acordo com o Art. 4º , “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária”.

Todos os condôminos devem respeitar os direitos das crianças, não às submetendo de maneira alguma ao constrangimento ou à humilhação. Ao mesmo tempo, as crianças precisam entender que apesar de estarem de férias e disporem desse tempo para brincar, precisam respeitar as regras do Condomínio e o direito dos demais condôminos, em especial quanto a questão barulho. É direito das crianças brincarem, mas sempre respeitando o sossego, a segurança e a saúde de todos que vivem no Condomínio. Compete aos pais a orientação de seus filhos quanto as regras do Condomínio, ao respeito e a boa convivência com os demais condôminos.

Veja, neste artigo do blog, outras dicas para encarar o período de férias das crianças!