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Câmeras em condomínio: quem pode acessá-las?

Equipamento de segurança gera algumas dúvidas e preocupações entre os condôminos, especialmente sobre privacidade e LGPD

Hoje em dia é muito difícil um condomínio que não conte com câmeras instaladas para a segurança dos condôminos, dos colaboradores e demais que circulam no local. Circuitos em entradas para pessoas e veículos, elevadores, garagens e halls são instalados justamente para trazer mais tranquilidade a todos, afinal a tecnologia deve ser utilizada a favor sempre.

Mas algumas dúvidas surgem quando o assunto são as câmeras em condomínios: quem pode ter acesso às imagens? O que pode ser visto? Como funciona a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) para esses casos? São tantas as preocupações que, muitas vezes, nem o próprio síndico sabe respondê-las.

Cuidado com a privacidade e individualidade

Segundo o Artigo 5º, inciso X da Constituição Federal, “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Por isso, é muito importante ser cauteloso quando o assunto envolve a privacidade de um condômino, principalmente quando se trata de quem tem direito a ver as imagens gravadas pelas câmeras do condomínio.

Câmeras das áreas comuns, como piscina, sala de jogos e festas, churrasqueiras, quadra poliesportiva e outras, devem ter suas imagens preservadas, não sendo exibidas nas telas em portarias, como frequentemente se vê nos condomínios. Preferencialmente, elas devem estar em uma sala fechada, com acesso restrito.

Diferente dessas, as imagens das câmeras das áreas de circulação podem ser monitoradas continuamente, sendo disponibilizadas na portaria. É importante que sejam colocadas placas identificando que o local está sendo filmado em todos os espaços, conforme estabelecem algumas leis estaduais.

Tire os olhos daqui!

Engana-se quem pensa que todos têm direito de ver as gravações a qualquer momento. As imagens são administradas pelo condomínio e é o síndico quem responde por elas. Caso haja algum conflito em que seja necessário analisar imagens de câmeras, o síndico tomará as decisões, deverá examinar as imagens primeiramente e na sequencia acompanhar os responsáveis para verificações.

Antes disso, é importante que todos assinem termos de responsabilidade em relação às imagens, cuja divulgação ou uso indevido pode trazer problemas judiciais aos envolvidos.

É preciso ter cuidado com a LGPD?

A Lei Geral de Proteção de Dados entrou em vigor em agosto de 2021, criada para a proteção dos dados pessoais. Ela determina uma série de obrigações em relação à coleta, ao armazenamento e ao compartilhamento de informações pessoais. E em relação à imagem das câmeras de segurança? Configura-se dado pessoal tudo que possa identificar uma pessoa, inclusive a sua imagem. Portanto, o Condomínio deve estar muito atento a forma como capta essas imagens e como armazena.

É importante que o Condomínio tenha uma política de privacidade esclarecendo quais dados são coletados, qual a finalidade da coleta, quem terá acesso aos dados, com quem serão compartilhados e quais as medidas de segurança são adotadas.

Uso das imagens com moderação

As câmeras nos condomínios têm a finalidade de preservar o patrimônio e a segurança do condomínio e condôminos. As imagens captadas devem ser utilizadas unicamente com essas finalidades, quando há danos materiais, para eventual resolução de conflitos ou casos excepcionais, sendo usadas de forma discreta e sem exposição.

Uma solicitação comum é a solicitação de imagens para verificação de algum dano patrimonial (exemplos como furtos, danos em veículos…). Nestes casos, compete ao síndico primeiramente analisar as imagens sozinho, para confirmar que não serão divulgadas outras imagens que possam estar protegidas por Lei e que possam causar dano a outras pessoas.

O uso das imagens para fins pessoais é proibido. Contudo, se houver a solicitação de alguma imagem para fins pessoais cabe ao condômino interessado solicitar formalmente ao síndico que guarde as imagens captadas durante determinado período até que seja realizado o requerimento por ordem judicial, Delegado ou outro Órgão competente.

Quando solicitadas juridicamente, cabe ao síndico a disponibilização do material, conforme exemplifica o artigo 20 do Código Civil:

Art. 20. Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.

Em qualquer outra situação que fuja das citadas acima, a divulgação de imagens registradas dentro do condomínio é ilegal, passível de processo e indenização judicial em caso de prejuízos ao lesado.

É importante também frisar que o uso das imagens para verificação de infrações às regras do Condomínio e aplicação de multas devem antes serem motivadas por registro no livro de ocorrências, ou seja, por reclamação formal de condômino e não simplesmente pelo fato de verificar alguma infração através das câmeras. A utilização das imagens deve servir ao síndico apenas para comprovação de alguma infração previamente formalizada no livro de ocorrências.

O uso de câmeras no condomínio está em dia onde você reside?

Em caso de dúvidas, conte com a assessoria de uma administradora de condomínios como a Mineira, há mais de 45 anos no mercado de Curitiba, Região Metropolitana e litoral, e com certificação ISO 9001.

 

Carros elétricos em condomínios: é possível carregá-los?

A tendência é de que condomínios tenham postos de recarga em suas instalações para atender aos usuários de carros elétricos e híbridos muito em breve

Com as constantes alterações nos valores do combustível, o brasileiro tem procurado outras opções na hora de adquirir um carro. Modelos elétricos e híbridos leves deram um salto de 115% nos emplacamentos apenas no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2021, de acordo com a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).

Isso faz com que outros setores tenham que se adaptar para atender essa demanda de carros elétricos e híbridos, como os condomínios, que já pensam em formas para instalar postos de carregamento dos automóveis e facilitar a vida dos condôminos que fizerem uso de veículos desses modelos.

Além disso, existem muitas cidades se antecipando e fazendo exigências a respeito do assunto, seja em condomínios novos ou já construídos.

Carregamento no condomínio

Como este segmento tem crescido nos últimos meses e com as vantagens econômicas no longo prazo, não é raro encontrar algum vizinho que já tenha um carro elétrico ou híbrido e necessite de carregamento de bateria para funcionar.

Apesar de algumas cidades investirem nas opções de eletropostos públicos – estima-se um crescimento em mais de 50% em apenas quatro meses do ano passado -, ter a opção de carregar em casa é mais cômodo, confortável e uma prática recorrente fora do Brasil: cerca de 80% das recargas de modais elétricos e híbridos no mundo são feitas na residência dos proprietários, segundo a Agência Internacional de Energia (IEA).

Como adaptar meu condo?

Antes de mais nada, convoque uma assembleia para discussão do tema. Como este é um projeto de orçamento alto, é preciso ter a aprovação dos condôminos para a instalação.

É na assembleia também que serão definidos modelo de carregadores, número de vagas utilizadas, se fixas ou rotativas, normas de uso, pagamentos, entre outros tópicos. Cotar com mais de uma empresa especializada é fundamental, verifique, além do serviço oferecido, as manutenções e as garantias.

Caso a assembleia vete a instalação do carregador de carro elétrico no condomínio, é possível que apenas o condômino interessado instale em sua vaga, todavia, também neste caso e mesmo assumindo todos os custos de instalação e gastos de carregamento, dependerá do aval do condomínio.

Essa determinação deve ser bem analisada, principalmente em condomínios que possuem garagem rotativa ou vagas por sorteio.

Parte técnica e elétrica

Feita a assembleia, é interessante mencionar que nem todos os condomínios estão prontos para terem um ponto de carregamento de veículos elétricos em sua garagem, em especial as edificações mais antigas. É preciso passar por etapas de verificação para que o projeto possa ser executado de forma segura e eficiente.

Em geral, as empresas responsáveis pela instalação fazem um projeto técnico e elétrico, no qual analisam a disponibilidade de potência e assinam uma Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Realizam também as adequações necessárias e a instalação técnica para iniciar a operação.

O uso do carregador funciona normalmente via programa e aplicativo, que já realiza também o rateio do consumo entre os usuários e o pagamento online. É importante que haja um controle do acesso aos carregadores, para evitar uso de pessoas não autorizadas.

Este controle pode ser feito via cadastro dos moradores, uso de cartão de identificação ou aplicativo, definido de acordo com o perfil do condomínio e dos usuários.

Veja mais sobre os cuidados nas garagens de condomínios

Vantagens do carregamento de carros elétricos em condomínios

Além de ser cômodo e prático abastecer o veículo estando no condomínio, há também o benefício de nunca encontrar o posto fechado ou precisar rodar até encontrar um em funcionamento.

Apesar de os veículos elétricos e híbridos não serem baratos, no longo prazo eles se tornam viáveis com a economia de combustível, de manutenção e menos desgaste. Não é de se espantar se eles continuarem crescendo nas ruas e garagens do país.

Diante dessa perspectiva, ter um posto de recarga contribui para a valorização do imóvel, pois o condomínio estará um passo à frente dos demais quando se trata de inovação e de sustentabilidade.

Futuramente, é possível que os condomínios sejam obrigados a adaptar e a disponibilizar ao menos um ponto de recarga para os veículos de condôminos – algumas cidades já desenvolveram leis sobre o assunto, como São Paulo e Brasília.

O incentivo aos demais condôminos também entra como um ponto positivo, já que a contribuição com o meio ambiente e a não emissão de gases do efeito estufa é uma das boas consequências. E ainda é possível aproveitar os incentivos fiscais de isenção do imposto de importação (IPI).

Elétricos ou híbridos?

Veículos elétricos são aqueles que utilizam apenas motores elétricos para funcionarem. Já os híbridos, como o nome já diz, combinam também motores por propulsão.

Os modelos híbridos podem ser plug-in, que recarregam a bateria interna a partir das estações de carregamento, como nos elétricos. Ou ainda não plug-in, que recarregam a bateria interna à partir do motor à combustão, sem necessidade de tomadas.

E aí, ficou interessado em um modelo de carro elétrico ou híbrido? O futuro está aí e o meio ambiente agradece.

Festa organizada pelo condomínio: quais os limites?

Planejamento, regras e participação dos condôminos são essenciais para um bom divertimento e entrosamento

Após dois anos de proibição de festas e aglomerações em locais abertos e fechados, públicos ou privados, devido à pandemia, as festas estão de volta, para a alegria de grande parte da população.

Os condomínios não ficam de fora no quesito organização de festas: bailinho de carnaval, festa junina/julina, dia das crianças, entre tantas outras possíveis datas comemorativas de serem realizadas com a organização do condomínio.

O objetivo desses eventos é de aproximar e integrar os condôminos, ampliando as relações de convivência, o que beneficia o dia a dia do condomínio. Por isso, vamos falar sobre algumas regras para esses eventos, pontos de atenção e limites na hora da organização, para que ninguém saia irritado ou prejudicado.

Nem tudo é “oba oba”

Organizar uma festa não é fácil! E, dependendo do tamanho do condomínio, deixar tudo perfeito pode dar muito trabalho. Por isso, esteja ciente antes de entrar na dança!

Por mais informal que o evento possa ser, é preciso se atentar a todos os detalhes para que seja um momento alegre e festivo.

Vamos levantar alguns pontos que precisam de atenção prévia para analisar se a festa é viável:

– Leia a Convenção!

Antes de mais nada, veja se não existe alguma cláusula na Convenção do Condomínio que proíbe que o condomínio organize este tipo de evento. Alguns restringem vendas de ingressos, consumo de determinados alimentos ou bebidas alcoólicas em seu regulamento. Esteja atento para não descumprir alguma cláusula já estabelecida.

– Quem arca com os gastos?

Salvo se estiver no Regimento Interno ou pré-estabelecido entre os condôminos, o dinheiro do caixa do condomínio   (ainda que existe uma boa reserva) não pode e nem deve ser utilizado para a festa. Não é porque o síndico é responsável pelo montante que pode fazer uso deste valor como bem entender.

Você sabe qual a importância de um fundo de reservas no condomínio? Veja neste post!

Entre as opções, pode ser realizada uma arrecadação com todos os participantes, conforme aprovação prévia em assembleia e consenso dos condôminos. Com isso, estabelece-se um valor de contribuição de cada unidade, para compra de alimentos, bebidas e decoração.

Outra ideia é o síndico e a comissão realizarem a compra de todos os insumos e artigos para divisão posterior entre os participantes. Neste caso, o ideal é que se estabeleça uma verba limite, para que caiba no bolso de todos os interessados em participar.

Ou ainda, abrir rifas e ingressos para a participação. Para todas as opções, uma comissão deve ser organizada para controle do valor, compras e prestação de contas posteriormente. Afinal, ninguém quer ser lesado, não é mesmo?

– Comes e bebes

É interessante divulgar qual será o menu de comidas e bebidas na festa, afinal, confraternizar, comer e beber é muito bom. Além disso, você informa aos intolerantes e com alimentação restritiva se é possível que eles participem sem problemas.

Uma forma bacana de envolver a todos é dividindo pratos entre os condôminos: parte leva comidas salgadas, parte leva doces e outra leva bebidas. Assim, as divisões comuns se limitam à decoração, aos brinquedos e aos outros atrativos.

Para esta divisão, é interessante abrir uma lista, para que cada unidade preencha com o prato que irá levar, garantindo a diversidade e não repetindo muito as coisas.

Falamos um pouco dos intolerantes e restritivos, não os deixe de fora: pelo menos uma opção de alimentos sem carne, sem lactose, sem glúten não é tão difícil quanto parece.

Em relação às bebidas: cuidado com o consumo de bebidas alcoólicas, principalmente se tiver a participação de menores de idade na festa. Lembre-se de que vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar bebida alcoólica à criança ou adolescente é crime com multa e pena de dois a quatro anos prevista pelo Estatuto da Criança e do Adolescente.

Não esqueça de que é o síndico quem responde por qualquer problema ou acontecimento na festa organizada pelo condomínio.

– As regras continuam

As regras de convivência e de barulho se mantêm ao longo da festa. Respeitar o volume do som e do barulho, mesmo que a festa seja realizada durante o dia, é de bom senso, principalmente com os demais condôminos que não puderam ou quiseram participar da confraternização.

Deu o horário de silêncio? Finalize a festa e seja um exemplo de como se portar neste tipo de evento.

– Segurança e cuidados

Normalmente, as festas são realizadas no salão, local fechado. Mas, caso pense em fazer em outro local, cuidado com a proximidade com piscinas e áreas de risco, como garagens e elevadores, em especial para as crianças. Pense também na acessibilidade para todos, caso dos idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

Preste atenção no número de participantes e, dependendo da quantidade, limite a entrada de convidados e pessoas externas, até para que o evento seja realmente uma confraternização de condôminos. Analise a festa de acordo com o tamanho do condomínio e a quantidade de condôminos. Isso é importante para evitar uma lotação indesejada e a exposição do condomínio para muitas pessoas de fora, o que pode afetar a segurança.

Realizar o controle de entrada e de saída também pode ser necessário, além da instrução de que é proibida a circulação de terceiros pelas áreas do condomínio, em especial se desacompanhados de moradores.

Não precisamos nem mencionar sobre fogos de artifício e fogueiras dentro do condomínio, não é mesmo? Expressamente proibido! Cuide da segurança de todos e avise previamente aos participantes quanto às regras e os cuidados.

No mais, aproveite a festa e divirta-se! Este momento pode ser importante para que todos os condôminos se conheçam e se integrem, tornando a rotina do condomínio mais leve e respeitosa e facilitando a resolução de conflitos.

 

Como lidar com a maresia em prédios no litoral

Junção da água com sal pode causar grande umidade e danificar móveis, imóveis e a estrutura predial; manutenção constante é necessária para prevenir acidentes

Com a pandemia que perdurou nos últimos dois anos, os home offices e as aulas online, muitas famílias optaram por investir em moradias no litoral para tentar levar uma vida mais isolada e confortável. Inclusive, aqueles que já tinham um imóvel na praia passaram mais tempo nele. Mas seja para morar permanentemente ou para passar a temporada, você sabe como lidar com a maresia em prédios no litoral?

A maresia está presente na beira-mar ou mais afastada da orla. Considerada um perigo invisível, já que não é possível enxergá-la, ela é capaz de, aos poucos, corroer móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, gerar mofo e muita umidade, causando transtornos para quem tem bens no litoral.

O que é a maresia? Por que ela é perigosa?

Devido à proximidade do mar, as regiões do litoral têm mais umidade com a formação de gotículas de água carregadas de sal, a maresia. Essa névoa úmida é levada para dentro das edificações por meio do vento e do movimento tradicional do mar, alojando-se nas superfícies. Por isso, na praia, é muito comum passarmos a mão sobre um móvel e ele estar molhado.

Alta umidade com a presença de muitos sais em contato com o oxigênio causam reações químicas perigosas, que resultam nas corrosões. Em razão disso, os móveis e as roupas no litoral tendem a se danificar e mofar com mais facilidade.

De olho nas obras

Se precisamos ter mais cuidados com roupas e móveis, a mesma lógica se aplica às obras. As construções litorâneas precisam permanecer dentro dos padrões durante o processo construtivo, para garantir a segurança de todos e a durabilidade do projeto. Para começar, escolha materiais adequados, seguindo as normas técnicas, e resguarde as armaduras de aço.

É válido proteger fissuras que possam surgir devido à dilatação e à movimentação da estrutura, para evitar que a maresia entre por esse espaço, apostando em um revestimento externo, pintura eletrostática e tintas emborrachadas.

O revestimento externo também pode ser em pedra ou cerâmica, de preferência foscas, que aguentam o ambiente litorâneo melhor – e evitam o reflexo do sol, uma exigência de muitas cidades. A impermeabilização de telhas e lajes também é alternativa para combater a maresia.

É imprescindível ficar de olho neste início de construção, já que a maresia pode causar a corrosão e oxidação nas superfícies e estruturas metálicas com o tempo, além de danificar concreto, telhados, madeira e outros materiais, especialmente se a proteção não for pensada desde o início. A falta de cuidado neste momento é prejudicial à toda a estrutura, podem gerar grandes custos para a correção.

Ao longo dos anos

Pense sempre na manutenção preventiva e não corretiva. É melhor preparar o local para realizar uma manutenção periódica planejada do que gastar mais arrumando os danos da maresia posteriormente.

Mesmo em construções já em uso, é viável adaptar certos materiais para evitar perdas. Por exemplo, substituir superfícies de ferro por materiais mais resistentes à corrosão, como alumínio ou PVC, que, além da alta impermeabilidade e não corrosão, são ótimos isolantes acústicos e térmicos, é uma alternativa.

Veja outros materiais possíveis na hora de reformar o condomínio:

Porcelanatos – Com acabamento fosco, são impermeáveis, de fácil limpeza e resistentes a manchas.

Aço inox – Nas fechaduras e dobradiças, são altamente duráveis e resistentes à oxidação.

Limpar as áreas constantemente também ajuda a minimizar os efeitos da maresia. Retirar os acumulados de sais com pano úmido e detergente evita que os agentes corrosivos oxidem os móveis.

Cuidados dentro da unidade

Se a maresia corrói e estraga a estrutura do condomínio, dentro do apartamento não seria diferente. Pensar nos materiais dos móveis e planejar a decoração do ambiente auxilia a preservá-los por mais tempo. Até porque, além da maresia, tem a areia da praia, que inevitavelmente vai para dentro de casa. Veja alguns exemplos:

– Estofados em poliéster são mais resistentes e não absorvem a umidade. Caso eles sejam de outros materiais, a dica é cobri-los, principalmente quando não estiverem em uso.

– Móveis em madeira precisam de atenção especial: uma cobertura em óleo de peroba pode ajudar. Já nos pisos, o ideal é que sejam em porcelanato ou cerâmica, pois são mais fáceis de manter. Se forem em madeira, é possível evitar os estragos com uma camada de verniz.

– Prefira eletrodomésticos em aço inoxidável, que não estragam com facilidade devido à salinidade. Apesar de mais caros, no longo prazo o custo benefício valerá a pena.

– Tente combater as marcas de corrosão logo no início, lixando as partes enferrujadas e esmaltando acima, para que a ferrugem não se espalhe.

– O uso de tintas impermeabilizantes ou com fungicidas nas paredes da unidade também minimiza o mofo e possíveis rachaduras provenientes da umidade ou de infiltrações.

– Envidraçar a sacada e colocar vidros entre os cômodos ajuda a bloquear a entrada da maresia.

– Lubrificação sempre, principalmente nas superfícies em metal, como o fogão. Aproveite essa dica para aquela bicicleta que está na garagem da praia!

Parece frescura, mas pensar em tudo isso pode preservar seus móveis e garantir uma maior vida útil. Escolha itens que não oxidem com facilidade e materiais de maior durabilidade na maresia. Lembre-se de que para realizar obras dentro das unidades é preciso comunicar e solicitar autorização ao síndico e, em algumas situações, como as que alteram a estrutura predial, aprovar em Assembleia.

Precisa fazer uma obra no seu condomínio? Veja essas matérias relacionadas!

Obras de grande porte em condomínio

Obras em unidades

Obras externas e de fachada

 

Quais as principais manutenções periódicas em um condomínio?

Realizar as manutenções periódicas em dia é fundamental para garantir a segurança, evitar acidentes, a deterioração antecipada do condomínio e manter a imagem da edificação

Limpeza da caixa d’água, da cisterna, da caixa de gordura, das calhas, da fachada, inspeção dos para-raios, dos elevadores… são tantas as manutenções periódicas para deixar um condomínio sempre em dia e em conformidade com as leis que nenhum detalhe pode ser esquecido. Além disso, esse cuidado recorrente garante a valorização dos imóveis.

É sobre isso que vamos falar hoje para você, síndico, atualizar sua planilha e todas as manutenções preventivas do seu condomínio. Afinal, de acordo com a norma NBR 5674 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o responsável por monitorar e manter as inspeções é o síndico, que pode (e deve) delegar a função para empresas especializadas.

Apesar de as manutenções prediais muitas vezes nem sequer passarem pela cabeça do condômino – que, convenhamos, mal se lembra de todas as manutenções da sua unidade -, é sempre bom estar atento e cobrar o síndico quando necessário.

Necessário ou não?

Quando falamos que a manutenção deve ser realizada de acordo com a necessidade, é preciso bom senso para determinar a exigência ou não de reparos. Por isso, o artigo 1.341 do Código Civil determina que as obras em condomínios podem ser úteis, isto é, aquelas pensadas em facilitar, melhorar ou aumentara utilização do condomínio, ou voluptuárias, as de embelezamento. Existem ainda as obras necessárias, que são as que conservam o local e impedem a sua deterioração.

Questões que envolvem o orçamento do condomínio necessitam da aprovação em assembleia, sendo que as obras úteis ou necessárias precisam apenas do voto da maioria dos condôminos, enquanto obras voluptuárias requerem o voto de dois terços de aprovação.

Porém, se a obra for necessária e urgente, e os custos não forem altos – valor menor ao especificado na Convenção do Condomínio –, não é necessária a aprovação em assembleia, cabendo apenas ao síndico autorizar. Se ela for urgente e tiver o valor elevado, deverá ser informar aos demais condôminos mediante assembleia, mesmo que a obra já esteja sendo realizada. Lembre-se, transparência é tudo!

Fazer um check-list e manter uma planilha atualizada é imprescindível para não se perder em meio a tantas manutenções preventivas necessárias, visando não perder os prazos e nem as obrigações.

Mãos à obra!

Abaixo, uma lista de manutenções necessárias para manter tudo em ordem no seu condomínio, de acordo com a periodicidade.

Manutenções diárias/semanais/mensais:

Limpeza da piscina: deve ser filtrada diariamente, aplicado o cloro a cada dois dias e o pH checado e regulado semanalmente;

Jardins: verificar pragas, quantidade de água;

Playground: estado e limpeza dos brinquedos;

Nível de óleo dos geradores, elevadores e portões automáticos.

A cada seis meses:

Limpeza da caixa d’água;

Limpeza da cisterna;

Limpeza do ar condicionado;

Dedetização de áreas comuns

Tubulações: verificar as que não ficam em uso constante, como o ladrão da caixa d’água.

A cada ano:

Limpeza da caixa de gordura;

Recarga dos extintores de incêndio (e conferência das datas de validade);

Teste hidrostático: verificação das mangueiras dos hidrantes e dos conectores de metal;

Inspeção dos para-raios;

Inspeção dos elevadores, com o Relatório de Inspeção Anual.

AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros): os bombeiros vão vistoriar extintores, mangueiras e placas de sinalização nas áreas comuns e alarmes. (Cada estado tem um prazo de validade, no Paraná é de um ano)

De acordo com a necessidade:

Teste de estanqueidade em tubulações de gás: verificação de vazamento de gás nas tubulações, feita principalmente quando há suspeita de problemas;

Limpeza das calhas;

Limpeza de fachada;

Manutenção dos sistemas elétrico, hidráulico e dos equipamentos de segurança.

Leia mais sobre obras externas e na fachada do condomínio

Riscos ao não realizar a manutenção preventiva

É muito melhor corrigir uma rachadura ou um vazamento no início do que esperar o desabamento do condomínio para pensar em fazer algo, não é mesmo? O exemplo parece exagerado, mas muitos acidentes como esse poderiam ter sido evitados com as manutenções preventivas ou com a presença de profissionais habilitados para examinar a situação.

Como na medicina, a engenharia tem recursos para inspecionar e avaliar as estruturas do condomínio, auxiliando na prevenção de acidentes e manutenção ou correção necessária. Outra boa medida de segurança é manter o seguro condominial em dia.

Como está a manutenção periódica do seu condomínio? Se precisar de alguma orientação, entre em contato com a nossa equipe!

Quais as principais manutenções periódicas em um condomínio?

Realizar as manutenções periódicas em dia é fundamental para garantir a segurança, evitar acidentes, a deterioração antecipada do condomínio e manter a imagem da edificação

Limpeza da caixa d’água, da cisterna, da caixa de gordura, das calhas, da fachada, inspeção dos para-raios, dos elevadores… são tantas as manutenções periódicas para deixar um condomínio sempre em dia e em conformidade com as leis que nenhum detalhe pode ser esquecido. Além disso, esse cuidado recorrente garante a valorização dos imóveis.

É sobre isso que vamos falar hoje para você, síndico, atualizar sua planilha e todas as manutenções preventivas do seu condomínio. Afinal, de acordo com a norma NBR 5674 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o responsável por monitorar e manter as inspeções é o síndico, que pode (e deve) delegar a função para empresas especializadas.

Apesar de as manutenções prediais muitas vezes nem sequer passarem pela cabeça do condômino – que, convenhamos, mal se lembra de todas as manutenções da sua unidade -, é sempre bom estar atento e cobrar o síndico quando necessário.

Necessário ou não?

Quando falamos que a manutenção deve ser realizada de acordo com a necessidade, é preciso bom senso para determinar a exigência ou não de reparos. Por isso, o artigo 1.341 do Código Civil determina que as obras em condomínios podem ser úteis, isto é, aquelas pensadas em facilitar, melhorar ou aumentara utilização do condomínio, ou voluptuárias, as de embelezamento. Existem ainda as obras necessárias, que são as que conservam o local e impedem a sua deterioração.

Questões que envolvem o orçamento do condomínio necessitam da aprovação em assembleia, sendo que as obras úteis ou necessárias precisam apenas do voto da maioria dos condôminos, enquanto obras voluptuárias requerem o voto de dois terços de aprovação.

Porém, se a obra for necessária e urgente, e os custos não forem altos – valor menor ao especificado na Convenção do Condomínio –, não é necessária a aprovação em assembleia, cabendo apenas ao síndico autorizar. Se ela for urgente e tiver o valor elevado, deverá ser informar aos demais condôminos mediante assembleia, mesmo que a obra já esteja sendo realizada. Lembre-se, transparência é tudo!

Fazer um check-list e manter uma planilha atualizada é imprescindível para não se perder em meio a tantas manutenções preventivas necessárias, visando não perder os prazos e nem as obrigações.

Mãos à obra!

Abaixo, uma lista de manutenções necessárias para manter tudo em ordem no seu condomínio, de acordo com a periodicidade.

Manutenções diárias/semanais/mensais:

Limpeza da piscina: deve ser filtrada diariamente, aplicado o cloro a cada dois dias e o pH checado e regulado semanalmente;

Jardins: verificar pragas, quantidade de água;

Playground: estado e limpeza dos brinquedos;

Nível de óleo dos geradores, elevadores e portões automáticos.

A cada seis meses:

Limpeza da caixa d’água;

Limpeza da cisterna;

Limpeza do ar condicionado;

Dedetização de áreas comuns

Tubulações: verificar as que não ficam em uso constante, como o ladrão da caixa d’água.

A cada ano:

Limpeza da caixa de gordura;

Recarga dos extintores de incêndio (e conferência das datas de validade);

Teste hidrostático: verificação das mangueiras dos hidrantes e dos conectores de metal;

Inspeção dos para-raios;

Inspeção dos elevadores, com o Relatório de Inspeção Anual.

AVCB (Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros): os bombeiros vão vistoriar extintores, mangueiras e placas de sinalização nas áreas comuns e alarmes. (Cada estado tem um prazo de validade, no Paraná é de um ano)

De acordo com a necessidade:

Teste de estanqueidade em tubulações de gás: verificação de vazamento de gás nas tubulações, feita principalmente quando há suspeita de problemas;

Limpeza das calhas;

Limpeza de fachada;

Manutenção dos sistemas elétrico, hidráulico e dos equipamentos de segurança.

Leia mais sobre obras externas e na fachada do condomínio

Riscos ao não realizar a manutenção preventiva

É muito melhor corrigir uma rachadura ou um vazamento no início do que esperar o desabamento do condomínio para pensar em fazer algo, não é mesmo? O exemplo parece exagerado, mas muitos acidentes como esse poderiam ter sido evitados com as manutenções preventivas ou com a presença de profissionais habilitados para examinar a situação.

Como na medicina, a engenharia tem recursos para inspecionar e avaliar as estruturas do condomínio, auxiliando na prevenção de acidentes e manutenção ou correção necessária. Outra boa medida de segurança é manter o seguro condominial em dia.

Como está a manutenção periódica do seu condomínio? Se precisar de alguma orientação, entre em contato com a nossa equipe!

 

Espaço pet em condomínios: animais são os novos queridinhos

Pandemia contribuiu para o aumento do número de animais em casa, fazendo com que os condomínios se reformulem às novas exigências dos moradores, com a oferta de espaço pet

Cerca de 30% dos brasileiros optaram por ter um animal doméstico no último ano, de acordo com pesquisa realizada pela Comissão de Animais de Companhia (Comac). A pandemia foi um fator que contribuiu para este aumento, já que grande parte das pessoas passou a trabalhar em casa em tempo integral ou durante alguns dias da semana.

Destes, 23% está tendo um animal em casa pela primeira vez. Com esta mudança no perfil das famílias, a procura por condomínios com atrativos para os animais também cresceu.

Espaço pet ou pet place, pet garden, pet play, space dog e outras inúmeras nomenclaturas semelhantes querem dizer a mesma coisa: espaços exclusivos para os animais, em especial os cães, com brinquedos, bebedouros, em uma área cercada e própria para que eles gastem energia, interajam e tenham mais qualidade de vida.

Espaço pet: uma necessidade real

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet) estimam mais de 140 milhões de animais domésticos no Brasil, fazendo com que essas áreas exclusivas sejam um diferencial buscado por muitas pessoas.

A criação do espaço é vantajosa para todos, pois oferece:

– Segurança para o animal, que tem uma área em que ele pode gastar sua energia, fazer as necessidades e brincar;

– Comodidade para o dono do animal, que não precisa sair do condomínio para passear;

– Interação entre vizinhos, o que é ótimo para socialização (tanto entre os animais quanto entre os humanos);

– Diminuição do estresse do animal, que faz com que ele seja mais tranquilo, não destrua a casa e não incomode os vizinhos.

Este último item é muito importante para a vida do animal. Muitas pessoas passaram a ter um pet na pandemia, mas hoje já voltaram aos escritórios, deixando o bichinho sozinho e trancado em casa o dia todo.

Dependendo do perfil do animal, essa mudança pode causar um estresse grande, que acarreta em comportamentos mais agressivos, destruição de coisas, latidos e uivos constantes, entre outras situações desagradáveis para o dono e seus vizinhos. Por isso, fique de olho e, se necessário, procure uma creche para que ele passe o dia.

É preciso ter algumas regras

Como em quase tudo que é compartilhado nesta vida, o espaço pet também precisa ter algumas regras para que se mantenha a ordem e não vire um espaço de balbúrdia. Listamos algumas sugestões, que devem ser fixadas na entrada do espaço, após aprovação em Assembleia.

– Segurança: faça um cadastro dos animais antes da utilização do espaço, com nome, idade, raça e unidade que reside. Isso ajuda a controlar o acesso e caso haja algum problema. É importante solicitar o uso de plaquinhas de identificação/contato no pet, uma necessidade imprescindível em caso de fuga.

– Saúde dos animais: peça para que os condôminos mantenham as vacinas de seus pets em dia, para não comprometer a saúde dos demais. Se possível, restrinja o acesso de filhotes não vacinados, para evitar a contaminação de doenças perigosas, como a cinomose, que pode ser irreversível.  

– Uso de focinheira: é possível se basear na legislação municipal e obrigar o uso de focinheiras para animais a partir de determinado peso ou tamanho. Dessa forma, evita-se que uma possível briga se torne um problema mais grave.

– Higienização em dia: brincou, sujou, limpou. Como os animais não conseguem recolher suas necessidades e jogá-las no local correto, os donos devem realizar a coleta, preservando a higiene e respeitando o espaço coletivo.

Mesmo que o espaço seja limpo pela equipe de limpeza do condomínio diariamente, o básico todos conseguem e podem fazer.

Como implantar o espaço pet do zero?

Condomínios mais antigos não possuem uma área específica para os animais, mas é fácil implantar um. Primeiro, é importante aprovar a pauta em Assembleia convocada especialmente para este fim, pois colocar um espaço pet irá modificar a estrutura do condomínio e é necessário para esta situação a aprovação de 2/3 dos condôminos. Além disso, é importante constar no Regimento Interno as regras muito claras sobre a utilização do espaço.

Feito isso, procure uma área, que não precisa ser grande, mas deve ser suficiente para uma boa socialização.

Veja outras sugestões:

– O espaço pode ser uma espécie de gramado ou uma quadra, por exemplo. A colocação de gramas artificiais pode ser agradável aos animais.

– Cuidado na decoração e ao colocar plantas, pois algumas podem ser tóxicas.

– Pesquise por equipamentos de circuitos, como túneis, cordas e obstáculos. Para baratear, é possível usar pneus e materiais recicláveis.

– Dependendo do interesse dos condôminos e do espaço disponível, pode-se pensar em contratar periodicamente um adestrador ou oferecer um período de pet care, com banho e tosa itinerantes, como mais uma comodidade.

Pense em um espaço pet como um investimento para o condomínio, já que não apresenta um custo elevado e irá valorizar ainda mais o imóvel, além de se tornar atrativo para um determinado perfil de pessoas.

Como não existe nenhuma regulamentação a respeito desses espaços, cada condomínio deve estabelecer suas regras de uso e convivência, a fim de garantir um ambiente agradável e seguro para todos (animais e humanos).

E aí, seu condomínio já conta com um espaço pet? Quer falar mais sobre essa experiência?

Como os condomínios devem lidar com o fim da obrigatoriedade de máscaras?

Assunto pode gerar confusão e conflitos em alguns locais: saiba como o condomínio deve se posicionar e quais cuidados devem ser adotados

Em meados de abril, o governo federal decretou o fim da emergência de saúde decorrente da Covid-19, citando o avanço da vacinação como um dos fatores para flexibilizar o uso de máscara em locais abertos e fechados em todo o país.

Embora o país tenha registrado redução do número de casos e eliminando quaisquer obrigações de cuidado, esse cenário não se repete em todo o mundo. Muitos países do exterior estão com os números de contágio em expansão novamente e voltando a adotar restrições para impedir a disseminação do vírus, em especial o uso de máscara.

Apesar da posição oficial do governo federal, é importante se atentar ao que dizem as legislações estaduais e municipais para garantir que o condomínio esteja adequado às regras locais.

No Paraná, por exemplo, o governador Ratinho Jr decretou o fim da obrigatoriedade no final de março, quando o número da vacinação ultrapassou 90% da população com pelo menos uma dose e mais de 80% com duas.

Mas como fica em relação aos condomínios residenciais e comerciais, que têm áreas abertas e fechadas? E sobre os colaboradores? Pode-se exigir algo dos condôminos e visitantes?

Decreto estadual

A começar, pelo que dizem os decretos: no começo do mês de março, o Decreto Estadual nº10.530/2022 do governo do Paraná (adotado em Curitiba pelo Decreto Municipal nº 530/2022) flexibilizou o uso de máscaras em ambientes abertos, mantendo a obrigatoriedade apenas para locais fechados de acesso ao público e de pessoas com sintomas.

Ou seja, em condomínios residenciais já não era mais obrigatório o uso de máscaras, tendo em vista que, apesar de haver circulação, não se tratam de ambientes de acesso público. Já nos condomínios comerciais, que têm acesso livre do público, permaneceu a obrigatoriedade do uso de máscaras.

Porém, em 29 de março – aniversário da capital paranaense -, com a necessidade da constante avaliação da situação veio o Decreto Estadual nº 10.596, que promoveu alterações na legislação citada anteriormente, revogando as partes que citavam a obrigatoriedade do uso de máscaras, tanto em ambientes abertos quanto fechados.

Atualmente, o uso de máscaras no estado é obrigatório exclusivamente para pessoas com sintomas, independentemente do ambiente que ocupem e para o acesso a unidades hospitalares que atendam casos respiratórios ou suspeitos da doença.

E nos condomínios, como funciona?

Com os novos decretos, os síndicos não podem mais obrigar os condôminos a utilizarem máscaras em áreas comuns, elevadores, nem mesmo em condomínios comerciais. Poderia uma assembleia aprovar a manutenção do uso, todavia, como essa decisão contraria uma determinação legal do Estado, poderia gerar questionamentos jurídicos posteriores para o condomínio.

Para os colaboradores do condomínio, a situação é distinta: é possível exigir o uso da máscara diante da relação de trabalho. Todavia, é importante avaliar se existe a real necessidade e, neste caso, cabe ao Condomínio fornecer as máscaras para os empregados.

Recomendação ainda é válida

Com máscara ou não, o síndico continua tendo o dever de zelar pelo bem-estar do condomínio. Por isso, é importante agir de forma preventiva, acompanhando a situação dos casos em sua cidade.

Entre as iniciativas, recomenda-se manter as boas práticas de higiene, disponibilizar o álcool em gel para quem necessitar e orientar que condôminos e colaboradores com sintomas notifiquem o condomínio, permaneçam em casa e mantenham o uso da máscara.

É importante frisar que aqueles que ainda não se sentirem à vontade para andar sem máscara, principalmente em locais fechados, como elevadores, devem seguir com o uso, independentemente da legislação.

Afinal, o síndico não pode obrigar que os condôminos usem, mas também não pode proibi-los. A diminuição dos casos leva a um relaxamento natural nos cuidados, mas ainda não é possível cravar que a situação permanecerá dessa forma no futuro, mediante a situação do exterior.

 

Nova lei autoriza realização de assembleias virtuais e sessão permanente de assembleias para atingir quórum mínimo

Com a sanção da Lei 14.309/22, que altera o Código Civil nas disposições aplicáveis aos condomínios, permite-se a realização de assembleias virtuais e possibilita a sessão permanente das assembleias condominiais, aumentando a segurança jurídica e facilitando a obtenção de votos para quóruns específicos

Sancionada em 8 de março, a Lei 14.309/22 foi promulgada para dar fim à insegurança jurídica relacionada à realização de assembleias condominiais virtuais, que desde o início da pandemia vinham ocorrendo, sem que houvesse de fato uma lei regulamentadora. A legislação altera o Código Civil “para permitir a realização de reuniões e deliberações virtuais pelas organizações da sociedade civil, assim como pelos condomínios edilícios, e para possibilitar a sessão permanente das assembleias condominiais”.

Como havíamos publicado em nosso blog, em junho de 2020, as medidas de proteção exigidas pela pandemia de Covid-19, fizeram com que fosse publicada a lei 14.010/20, que autorizou a realização de assembleias virtuais em caráter emergencial. Essa modalidade de encontro poderia ser adotada para qualquer assunto relacionado ao condomínio, incluindo a prestação de contas anual.

O texto previa, porém, que as reuniões virtuais teriam validade somente até 30 de outubro de 2020, criando uma espécie de limbo jurídico em relação à realização dessas atividades após essa data e quando ainda estavam impossibilitados os encontros presenciais em virtude da pandemia. Dessa forma, a entrada em vigor desta nova legislação coloca um ponto final em relação às dúvidas sobre a realização das assembleias virtuais.

Com a nova Lei, o condomínio poderá realizar assembleias de forma eletrônica em segurança, desde que não seja vedado na Convenção e desde que sejam preservados os direitos de voz, de debate e de voto aos condôminos. (art. 1.354-A do Código Civil)

Outra alteração trazida pela nova lei é a possibilidade das assembleias, que exijam quórum especial previsto em Lei ou na Convenção e que não forem atingidos, serem convertidas em sessão permanente (alterações incluídas no art. 1.353 do Código Civil), possibilitando que se alcance o quórum mínimo exigido e facilite a aprovação de temas mais complexos e importantes para o Condomínio.

Assembleia virtual: em linha com a nova realidade

Muitas empresas abriram a oportunidade de home office ou de trabalho híbrido em meio à pandemia. A realidade é que a maior parte dos profissionais se mostrou satisfeito com a mudança.

Para mais de seis a cada 10 (63%) entrevistados, a mudança foi benéfica, segundo o guia da empresa de recrutamento Robert Half. “O mercado de trabalho caminha para um modelo de trabalho híbrido nos segmentos e áreas onde essa modalidade é viável”, diz o estudo.

A pesquisa ainda destaca que 38% dos entrevistados pela Robert Half afirmaram que procurariam novo emprego se não houvesse a possibilidade de trabalho remoto. Por óbvio que esses números trazem a realidade do mercado de trabalho, mas mostram como os encontros virtuais foram bem disseminados entre as pessoas e pode até mesmo beneficiar os condomínios, com maior participação dos condôminos. A realização de assembleia virtual facilita a participação dos condôminos que eventualmente não participariam de uma assembleia física por força de uma viagem, de não residirem no Condomínio, ou por outros inúmeros motivos.

As principais modificações

O art. 1.354-A introduzido pela nova Lei no Código Civil regulamenta a realização das assembleias eletrônicas e estabelece a possibilidade de a Convocação, a realização e todas as deliberações serem realizadas na forma eletrônica.

Além de regularizar as assembleias virtuais, o novo texto traz também a possibilidade de dividir a assembleia em sessões, facilitando a obtenção de votos necessários para atingir o quórum mínimo exigido em determinadas deliberações.

Veja as principais mudanças trazidas pela nova Lei:

– Sessão permanente por até 90 dias (art. 1353 do Código Civil)

Quando a deliberação exigir quórum especial previsto em lei ou em convenção e ele não for atingido, a assembleia poderá, por decisão da maioria dos presentes, converter a reunião em sessão permanente (§1º do art. 1.353). Para isso, existem algumas exigências:

– Sejam indicadas a data e da hora da sessão em seguimento, que não poderá ultrapassar sessenta dias, e identificadas as deliberações pretendidas, em razão do quórum especial não atingido;

– Fiquem expressamente convocados os presentes e sejam obrigatoriamente convocadas as unidades ausentes, na forma prevista na Convenção do Condomínio;

– Deve ser realizada uma ata parcial, na qual deverá constar todas as informações e argumentos relativos a ordem do dia, que deverá ser remetida aos condôminos ausentes.

– Seja dada continuidade às deliberações no dia e hora marcados e seja lavrada a ata correspondente em seguimento à que estava parcialmente redigida, consolidando todas as deliberações;

– Os votos da primeira sessão ficarão registrados, sem que esses condôminos precisem comparecer na nova sessão para confirmar. Todavia, se estes condôminos estiverem presentes na nova sessão, poderão alterar o voto até o final da deliberação pretendida;

– A sessão permanente pode ser prorrogada quantas vezes necessárias em um prazo máximo de 90 dias a contar da sua abertura inicial;

Autorização da assembleia virtual (art. 1.354-A do Código Civil)

– As assembleias virtuais só não podem ser realizadas nos Condomínios se houver veto expresso na convenção do condomínio.

– É importante que, na convocação, estejam especificados que a reunião se dará por meio eletrônico, com as devidas “instruções sobre acesso, manifestação e forma de coleta de votos dos condôminos”;

– O Condomínio não poderá ser responsabilizado por problemas decorrentes dos equipamentos de informática ou da conexão dos condôminos

– Somente após a somatória de votos e divulgação será lavrada a ata, também eletrônica.

– Normas complementares relativas às assembleias eletrônicas podem ser incluídas no regimento interno e definidas mediante aprovação da maioria simples dos presentes na assembleia especial convocada para essa finalidade.

– Permissão de assembleia híbrida

Não há necessidade de que os encontros sejam realizados exclusivamente de forma digital ou presencial, o §4º do art. 1.354-A possibilita ainda que as assembleias sejam híbridas, com a presença física e virtual de condôminos no mesmo ato, devendo apenas obedecer os preceitos de instalação, de funcionamento e der encerramento previstos na convocação;

– Os documentos relativos a ordem do dia poderão ser disponibilizados de forma física ou eletrônica.

Essas são as principais mudanças com a promulgação da nova lei. Ficou com alguma dúvida em relação à autorização de realização de assembleias virtuais em condomínios ou sobre as sessões permanentes? Entre em contato conosco!

Por que seu condomínio deve investir em um plano de ação?

Muitos condomínios não fazem a ideia da existência desse plano, que pode auxiliar em diversos aspectos da administração do local

Tudo nesta vida precisa de um plano. Ao levantar, você planeja seu dia. Pensa no que vai fazer de almoço ou o que comprar no mercado. Na vida de um condomínio não poderia ser diferente. Muitos vivem à deriva, no famoso “deixa a vida me levar”. Mas o ideal é que o condomínio tenha um plano de ação elaborado com o auxílio de todos que ali convivem.

Um plano de ação consiste em um planejamento, com metas administrativas e sociais, que tem como principal objetivo aprimorar a administração e o dia a dia do condomínio, primando pelo conforto e bem-estar de seus condôminos.

O plano serve para todos: para o síndico, ele auxilia a nortear as atividades diárias e priorizar as tarefas por ordem de relevância; para os colaboradores, ajuda a entender melhor quais os processos para realizar o trabalho com excelência; e, para os condôminos, é um caminho para expor suas necessidades e urgências.

Como elaborar um plano de ação em condomínio?

O planejamento estratégico deve ser elaborado pelo síndico, juntamente com o conselho, que vai pegar todos os pontos de atenção do condomínio, estabelecendo metas cabíveis e realistas, bem como soluções a curto, médio e longo prazo.

Para começar, deve-se entender qual a situação financeira do condomínio, sua estrutura física e demandas de manutenção e os cuidados com a segurança. Também é importante levantar como está a comunicação interna e a relação entre colaboradores e condôminos.

A partir desse levantamento, são estabelecidos os objetivos. Você pode listar o problema, a meta e o plano para cumpri-la, além de estipular um prazo. Por exemplo: o condomínio está com a inadimplência alta. A meta é diminuir essa taxa em seis meses. A metodologia escolhida é realizar uma cobrança ativa, oferecendo facilidades para pagamentos. Outro exemplo: Como está a estrutura do Condomínio? Manutenções são feitas constantemente, mas e a longo prazo, será que não precisará de reformas maiores que necessitem de uma chamada de capital extra? A meta é avaliar toda a estrutura e se programar para as próximas reformas necessárias, desde pintura até troca de equipamentos. Faça orçamentos e leve para discussão em assembleia, programar os próximos passos e manter todos informados é essencial.

Faça isso com todos os problemas do condomínio, dos mínimos aos que parecem difíceis de solucionar, e leve para assembleia, visando debater com os condôminos. Aproveite esse momento para colher novas reclamações e ideias que contribuam com o plano de ação.

Com a aprovação dos demais, é o momento de colocar o plano de ação em prática, com ampla divulgação para o conhecimento de todos.

O que não pode faltar em um bom plano de ação?

Na teoria, parece tudo fácil. Agora, na prática, as coisas precisam de um pouco mais de coordenação e trabalho para saírem, de fato, do papel. Comece analisando minuciosamente o plano para adaptá-lo à rotina de síndico e aos outros afazeres do condomínio.

Alguns pontos são imprescindíveis em um plano de ação, pois fazem parte do dia a dia de todos os condomínios. Veja se você lembrou de alguns deles, como:

– Financeiro: questões financeiras sempre devem estar alinhadas. Entradas, saídas, taxas pagas, contas fixas, folhas de pagamento, impostos, gastos extras. Tenha tudo isso em dia, afinal, não tem como cobrar um inadimplente no condomínio quando as finanças dele mesmo não estão em ordem.

Entre as metas do plano pode estar o exemplo citado acima, dos inadimplentes. Seu condomínio não tem problemas financeiros? Excelente! Você pode colocar um plano para redução dos gastos com luz e água, que vem sofrendo com o aumento da inflação, ou ainda juntar um montante para investimentos extras.

Realizar uma previsão orçamentária das metas do plano de ação também entra nesta parte. Afinal, modificações exigem investimentos, que não devem onerar demasiadamente o condomínio.

– Recursos humanos: a folha de pagamento, contratações, horas extras, folgas e escalas estão bem elaboradas? Colaboradores satisfeitos e trabalhando em conformidade com as leis são mais felizes e executam com mais qualidade suas tarefas.

– Manutenções: como estão as vistorias de elevadores? Os extintores estão na validade e carregados? Os portões eletrônicos? As garagens? As áreas comuns? O parquinho das crianças está com os brinquedos certificados de maneira correta? Pequenas imperfeições podem acarretar em custos extras e acidentes que podem (e devem) ser evitados.

– Segurança: está adiando a instalação de uma câmera de segurança no condomínio? Ou aquela manutenção na cerca elétrica? A contratação de uma empresa especializada? Aproveite o plano para colocar essas questões em ordem e cuidar da segurança dos condôminos.

Leia aqui sobre os principais erros na portaria que comprometem a segurança do condomínio.

Ao fim de cada período, dê satisfações aos demais condôminos, mostrando se as metas foram atingidas, os motivos pelos quais algumas iniciativas foram adiadas e como o plano beneficiou o condomínio.

Clareza, transparência e responsabilidade é o que todos esperam do síndico, que ganhará muitos pontos pela melhora de sua gestão e foco nos resultados, seguindo um planejamento que contou com a participação de todos.