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Como lidar com a maresia em prédios no litoral

Junção da água com sal pode causar grande umidade e danificar móveis, imóveis e a estrutura predial; manutenção constante é necessária para prevenir acidentes

Com a pandemia que perdurou nos últimos dois anos, os home offices e as aulas online, muitas famílias optaram por investir em moradias no litoral para tentar levar uma vida mais isolada e confortável. Inclusive, aqueles que já tinham um imóvel na praia passaram mais tempo nele. Mas seja para morar permanentemente ou para passar a temporada, você sabe como lidar com a maresia em prédios no litoral?

A maresia está presente na beira-mar ou mais afastada da orla. Considerada um perigo invisível, já que não é possível enxergá-la, ela é capaz de, aos poucos, corroer móveis, eletrodomésticos, eletrônicos, gerar mofo e muita umidade, causando transtornos para quem tem bens no litoral.

O que é a maresia? Por que ela é perigosa?

Devido à proximidade do mar, as regiões do litoral têm mais umidade com a formação de gotículas de água carregadas de sal, a maresia. Essa névoa úmida é levada para dentro das edificações por meio do vento e do movimento tradicional do mar, alojando-se nas superfícies. Por isso, na praia, é muito comum passarmos a mão sobre um móvel e ele estar molhado.

Alta umidade com a presença de muitos sais em contato com o oxigênio causam reações químicas perigosas, que resultam nas corrosões. Em razão disso, os móveis e as roupas no litoral tendem a se danificar e mofar com mais facilidade.

De olho nas obras

Se precisamos ter mais cuidados com roupas e móveis, a mesma lógica se aplica às obras. As construções litorâneas precisam permanecer dentro dos padrões durante o processo construtivo, para garantir a segurança de todos e a durabilidade do projeto. Para começar, escolha materiais adequados, seguindo as normas técnicas, e resguarde as armaduras de aço.

É válido proteger fissuras que possam surgir devido à dilatação e à movimentação da estrutura, para evitar que a maresia entre por esse espaço, apostando em um revestimento externo, pintura eletrostática e tintas emborrachadas.

O revestimento externo também pode ser em pedra ou cerâmica, de preferência foscas, que aguentam o ambiente litorâneo melhor – e evitam o reflexo do sol, uma exigência de muitas cidades. A impermeabilização de telhas e lajes também é alternativa para combater a maresia.

É imprescindível ficar de olho neste início de construção, já que a maresia pode causar a corrosão e oxidação nas superfícies e estruturas metálicas com o tempo, além de danificar concreto, telhados, madeira e outros materiais, especialmente se a proteção não for pensada desde o início. A falta de cuidado neste momento é prejudicial à toda a estrutura, podem gerar grandes custos para a correção.

Ao longo dos anos

Pense sempre na manutenção preventiva e não corretiva. É melhor preparar o local para realizar uma manutenção periódica planejada do que gastar mais arrumando os danos da maresia posteriormente.

Mesmo em construções já em uso, é viável adaptar certos materiais para evitar perdas. Por exemplo, substituir superfícies de ferro por materiais mais resistentes à corrosão, como alumínio ou PVC, que, além da alta impermeabilidade e não corrosão, são ótimos isolantes acústicos e térmicos, é uma alternativa.

Veja outros materiais possíveis na hora de reformar o condomínio:

Porcelanatos – Com acabamento fosco, são impermeáveis, de fácil limpeza e resistentes a manchas.

Aço inox – Nas fechaduras e dobradiças, são altamente duráveis e resistentes à oxidação.

Limpar as áreas constantemente também ajuda a minimizar os efeitos da maresia. Retirar os acumulados de sais com pano úmido e detergente evita que os agentes corrosivos oxidem os móveis.

Cuidados dentro da unidade

Se a maresia corrói e estraga a estrutura do condomínio, dentro do apartamento não seria diferente. Pensar nos materiais dos móveis e planejar a decoração do ambiente auxilia a preservá-los por mais tempo. Até porque, além da maresia, tem a areia da praia, que inevitavelmente vai para dentro de casa. Veja alguns exemplos:

– Estofados em poliéster são mais resistentes e não absorvem a umidade. Caso eles sejam de outros materiais, a dica é cobri-los, principalmente quando não estiverem em uso.

– Móveis em madeira precisam de atenção especial: uma cobertura em óleo de peroba pode ajudar. Já nos pisos, o ideal é que sejam em porcelanato ou cerâmica, pois são mais fáceis de manter. Se forem em madeira, é possível evitar os estragos com uma camada de verniz.

– Prefira eletrodomésticos em aço inoxidável, que não estragam com facilidade devido à salinidade. Apesar de mais caros, no longo prazo o custo benefício valerá a pena.

– Tente combater as marcas de corrosão logo no início, lixando as partes enferrujadas e esmaltando acima, para que a ferrugem não se espalhe.

– O uso de tintas impermeabilizantes ou com fungicidas nas paredes da unidade também minimiza o mofo e possíveis rachaduras provenientes da umidade ou de infiltrações.

– Envidraçar a sacada e colocar vidros entre os cômodos ajuda a bloquear a entrada da maresia.

– Lubrificação sempre, principalmente nas superfícies em metal, como o fogão. Aproveite essa dica para aquela bicicleta que está na garagem da praia!

Parece frescura, mas pensar em tudo isso pode preservar seus móveis e garantir uma maior vida útil. Escolha itens que não oxidem com facilidade e materiais de maior durabilidade na maresia. Lembre-se de que para realizar obras dentro das unidades é preciso comunicar e solicitar autorização ao síndico e, em algumas situações, como as que alteram a estrutura predial, aprovar em Assembleia.

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20/06/2022 | Categorias: Uncategorized

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